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Como Meditar

A meditação


Através da meditação profunda aprendemos a distinguir entre o que é real e o que não é digno de consideração. Perguntamos, “ o que é a essência?”Analisamos e conhecemos nós mesmos, perguntamos, abrimos a porta da intuição e da percepção espiritual penetrando assim na via que nos conduz ao Samadhi.
O conceito de meditação na yoga é diferente do misticismo. 
A meditação é uma abertura e uma aproximação da mente e da alma humana os estados mais altos de consciência. 
O resultado é um estado de contentamento, de felicidade, paz interior e a consciência de si que conduzem a  uma grande sabedoria que é o conhecimento de Deus.
Para reconhecer os enganos como os quais nos deparamos quotidianamente é preciso que nos sintonizemos com a verdade latente no fundo do nosso ser, que é a verdade única do cosmos.
É através da mentira, do engano, da falsidade que o mal se instala.  O único jeito de extirpá-lo é cultivar a Verdade, a qual só pode ser revelada diretamente por Deus. Ninguém pode convencer alguém da Verdade porque ela só pode ser encontrada no silêncio da meditação. A verdade normalmente é simples, faz sentido, desconfie de coisas muito complicadas.

Porque Meditar


Quando o desejo é frustrado ele provoca a ira; Portanto, quando vemos que os nossos desejos não se realizam, eles se transformam em raiva: o desejo e a raiva são como gêmeos, como os dois lados de uma mesma moeda.
O desejo e a raiva, provocada pelo atributo Rajas (o aspecto da energia universal que causa inquietação), são os inimigos dos estados mais profundos de meditação.
Para um devoto sincero então a pergunta é espontânea: como superar essas forças? 
Elas são forças universais: não fomos nós que criamos as três gunas: tamas, rajas e sattva; elas foram criadas por Deus.
Podemos, no entanto, em uma certa medida, optar pelo tipo de energia com a qual queremos nos harmonizar e alinhar.
Para alcançar a união com Deus, devemos recolher nossa consciência desligando-a da inquietação, da agitação mental.
Nós todos já experimentamos isso alguma vez, já ouvimos este apelo. 
Quando tentamos ir mais fundo, essa força inquieta bloqueia nossos esforços.
Deus, através do Guru, deu-nos uma técnica para acalmar a energia em movimento constante.
Todavia enquanto respiramos, haverá sempre pelo menos uma parte dessa energia; Isto significa que enquanto a respiração estiver inquieta não somos capazes de atingir um estado de concentração total. Podemos experimentar breves momentos de concentração, mas não é total ou permanente, de modo que precisamos nos interiorizar.
Para a maioria de nós o estado sem respiro é muito inconsistente, mas com o Kriya Yoga Yogananda nos forneceu uma maneira de nos interiorizarmos cada vez mais.
Dois aspectos são essenciais para a prática da Kriya Yoga e o caminho espiritual: a internalização do prana através da utilização das técnicas de pranayama e a harmonização da nossa vontade com a Vontade de Deus.
A profunda meditação começa sempre com a internalização de energia e, conseqüentemente, com a crescente capacidade de focar a mente.
A mente inquieta não pode, com o seu esforço somente, acabar com a inquietação; no entanto, ela pode cooperar com o processo de internalização.
Devemos cooperar ativamente com este processo usando toda a nossa vontade, a nossa inteligência e a nossa concentração.
A Graça que vêm através da nossa cooperação voluntária produzirá os resultados.
O primeiro obstáculo que temos que superar na meditação é a inquietação física e portanto é preciso praticar muito para ficar sentado sem se mover.
Quem tem tendências nervosas que o mantém em um estado constante de movimento, precisa aplicar as regras e dizer: "Eu não preciso disso agora, deixo de lado a inquietação enquanto medito".
Caso contrário, os seus movimentos vão impedi-lo de ir fundo; 
O aspirante pode, ocasionalmente, sentir uma consciência mais profunda, mas não pode mantê-la por muito tempo porque o corpo inquieto o puxará para fora deste estado.
Depois de ganhar o controle do corpo, devemos ter a postura correta e relaxar profundamente. Precisamos ficar relaxados e sentarmos com a coluna reta; Yogananda disse que uma espinha curvada é o inimigo do Auto-Conhecimento.
Após a agitação física nós temos que lutar contra a inquietação do espírito: para isso, é preciso internalizar a força vital.
O prana flui automaticamente pelo corpo e para dentro das células para mantê-los vivos e para ativar as funções corporais: tudo está além do nosso controle consciente.
Tentamos o melhor de nossa capacidade para controlar conscientemente o prana, mas não temos mecanismos para isso e ele foge do nosso controle consciente.
Por exemplo, se tentarmos parar o respiro com a nossa vontade própria o bulbo envia um sinal para o cérebro para nos fazer desmaiar e precisamos começamos a respirar imediatamente.
Todavia podemos controlar duas coisas: a nossa respiração e nosso ponto de concentração.
A relação entre a respiração, a mente e a força vital é o ponto focal no caminho da yoga que Yogananda nos deixou.
Paramahansa Yogananda nos deu as técnicas do Kriya, que são usadas ​​para coletar a energia, mas temos de nos concentrar profundamente neste processo.
Se a mente não cooperar, se o meditador não tentar controlá-la e mantê-la focada usando o máximo da sua capacidade, ela tenderá a neutralizar seus esforços.
Com as técnicas do Kriya Yoga é possível internalizar a energia de forma científica.
Além disso, se durante a prática o meditador concentrar a mente com profunda concentração, ele obterá resultados surpreendentes.
Yogananda em sua Autobiografia de um Iogue define o Kriya Yoga como a técnica mais rápida baseada no esforço pessoal que a humanidade já recebeu.
Para obter bons resultados na meditação é preciso começar praticando hatha yoga tradicional para purificar o corpo, depois se realiza alguns pranayamas para calmar a mente e harmonizar as energias, sem seguida se deve praticar o Hong So, uma técnica de respiração ensinada por Paramhansa Yogananda.
Por fim, sentado em uma posição cômoda, preferivelmente em siddasana, padmasana, vajrasana ou sukhasana, se orienta os olhos ao ponto entre as sobrancelhas, onde se localiza o olho espiritual e se calma a mente, esvaziando-a para que os pensamentos não impeçam à intuição divina de manifestar-se.
A mente deve ser calma como um lago. Se as águas estiverem completamente imóveis, elas refletem o céu, as nuvens e qualquer coisa puderem espelhar mas se jogarmos uma pedrinha em sua superfície, ela formará algumas ondas na superfície da água impedindo assim que estas reflitam o paisagem sobrejacente.

Da mesma forma, se a mente estiver completamente quieta, ela reflete perfeitamente a realidade suprema, a verdade absoluta mas, se os pensamentos a disturbarem, ela não pode agir como um espelho da realidade cósmica.
Procure a Self Realization Fellowship http://srfsaopaulo.com.br/
para maiores informações.
Tem também o site www.ananda.org em inglês e www.ananda.it
italiano.
Leia Autobiografia de um Yogue de Paramhansa Yogananada
Boa viagem.


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