Pesquisar este blog

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A Yoga Em Profundidade


 
A ciência da yoga é vastíssima e há origens na noite dos tempos. Como tal vem se desenvolvendo e  modificando com o passar dos tempos e muitos são aqueles que, certos ou errados, contribuíram para adaptar as milhares de técnicas aos seus anseios e propósitos.
Para entender melhor este grande mosaico, eu sugiro que o aspirante tenha sempre em mente a origem literal do nome: “União”. O bom senso na maioria dos casos guiará o verdadeiro devoto. O objetivo de todas as práticas na yoga é proporcionar uma boa meditação e o objetivo desta é desvendar a Verdade aos sinceros pesquisadores. Assim, se você for sincero em sua procura, Deus virá em seu socorro e te guiará pelo caminho mais adequado ao seu nível de aperfeiçoamento pessoal e de sua estatura espiritual.
Pessoalmente, eu tenho um pacto com Deus no qual eu Lhe ofereci minha inteira vida em troca da libertação final no dia em que eu abandonar meu corpo físico. Como resultado deste propósito, ele me enviou a yoga e tem me guiado pelos seus meandros, me ajudando a evitar encontros perniciosos e nocivos ao meu crescimento espiritual.
Meu objetivo é conhecer a Verdade revelada por Deus, sem intermediários, através das intuições e revelações que tenho na meditação, além do sexto sentido que desenvolvi ao longo dos anos.
Meu estilo de vida foi mudando à medida que fui progredindo espiritualmente, nunca precisei fazer algum sacrifício para abandonar maus hábitos e vícios. Minha transformação tem sido contínua e indolor. Aos poucos deixei de ser ansioso, apegado às coisas materiais, transmutei as energias sexuais em Ajna chakra, abandonei o desejo de agradar a todos, comecei a amar mais unanimemente todos os seres humanos. Me libertei da ira, das mágoas, da timidez, da tristeza e da solidão. Aprendi a apreciar o silêncio, os climas temperados e a natureza. Desenvolvi uma certa aversão pela carne e alimentos processados, industrializados, geneticamente modificados. Passei a preferir roupas e sapatos confortáveis, parei de assistir TV, embora assista alguns filmes e documentários na internet. Escolho melhor as notícias que leio e sobretudo aprendi filtrar o que não me parece ser verdade ou que tem como objetivo moldar e influenciar minha mente e pensamentos. Superei meus preconceitos e aprendi que nossas diferenças nos enriquecem, fazem com que o mundo seja mais interessante, cheio de vida. Agora vejo todos como filhos de Deus em busca da felicidade, da realização pessoal, o que nos torna irmãos.
Melhorei minha relação com Deus Agora tenho uma relação íntima e quotidiana com Ele, O considero meu Amigo. Encontrei meu guru, Paramhansa Yogananda, que me apareceu seja em sonho que pessoalmente, mesmo tendo já abandonado seu corpo. Não tenho mais medo da morte ou da velhice, desejo realmente o bem de todos e me alegro com o sucesso daqueles que amo.
A inveja, o ódio, a má fé, as incompreensões e os preconceitos não me turbam mais. Estou ainda trabalhando no sentido de me libertar do sentimento de angústia que sinto quando vejo injustiças, crueldades, desigualdades, enganos, mentiras, avareza e manipulações. Ainda não tolero ciúmes e sentimentos de possessividade, fanatismos, egoísmos e hipocrisias.
Aprendi a dar o máximo de mim mesmo sem ficar ansioso pelo resultado de minhas ações. Faço o que considero justo e espero na lei do karma. Pratico Hatha yoga e meditação todos os dias além dos pranayamas e da kriya yoga ensinado por Lahiri Marasaya de Benares, citado pelo meu guru Paramhansa Yogananda em seu livro Autobiografia de um yogue.
Tendo crescido em um lar cristão, encontrei muitas similaridades entre os ensinamentos de Jesus e os oito limbos descritos por Patânjali. A doutrina que aprendi quando era criança, unida ao código moral de meu pai, grande alma, sintetizam os Ashta (oito) anga (limbos), (Ashtanga) do Raja yoga.
Esta descoberta se uniu à minha convicção de que a Verdade existe desde sempre dentro de nós, que precisamos apenas despertá-la, que os únicos meios para adquirir conhecimento é através da percepção, da dedução e por meios de fontes confiáveis. Esta convicção, se demonstrou mais tarde, ser alinhada à filosofia Samkhya, uma das seis escolas ortodoxas da filosofia indiana. Para ter certeza de que a minha intuição e capacidade de dedução eram justas, decidi confiar em Deus e pedi sinais como prova de que estava no caminho certo. Os sinais foram abundantes. Estabeleci uma conversa com Deus na qual eu pergunto e Ele responde por vários meios, especialmente por via da meditação. Atingi uma paz interior inimaginável apenas alguns anos atrás e tenho certeza de estar no caminho certo.
Uma das minhas maiores conquistas foi superar as divisões que tinham sido inculcadas em mim pelos meus pais, amigos de infância, pela escola e pela sociedade. Essas divisões eram como amarras que limitavam a minha liberdade e com isso me impediam de ver claramente o que estava diante de meus olhos.
Fui descobrindo que muitas diferenças que eu considerava marcantes, eram na verdade apenas conceitos superficiais, baseados no medo e nos preconceitos, sem alguma razão ética ou moral para existir. Descobri que nossas diferenças nos fazem iguais, pois no fundo temos os mesmos sentimentos, anseios, sonhos, desejos e necessidades. O que estraga a raça humana é a ignorância, que é a raiz de toda maldade, insegurança, medo, egoísmo. Infelizmente os poderosos do mundo alimentam a ignorância nas populações de maneira tal que as pessoas jamais sejam realmente livres pois sendo livres elas não se sujeitariam ao jugo da escravidão à qual são forçadas inconscientemente.
A verdade me libertou através da yoga e da meditação. Gostaria que você meditasse sobre um versículo da Bíblia que amo muito. Está no evangelho  segundo São João 8:32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
Se você procura a verdade suprema, universal, primordial da formação e existência no Universo e sente que a verdade pode te libertar das amarras que te tornam infeliz, inseguro, ansioso, desgovernado, se crê que pode viver muito melhor consigo mesmo e com a sociedade do que está conseguindo atualmente, se está pronto para empreender o caminho da yoga, siga estes conselhos:
1.            Faça antes de tudo um propósito com Deus, para que Ele te guie e ilumine. Peça a Ele para que nunca te deixe enganado pois um dia você vai precisar desta âncora em seu percurso.
2.            Elimine tudo o que é supérfluo, faça uma faxina na sua vida incluindo armários, gavetas, amigos, contatos e qualquer tipo de excesso, Tudo isso constitui um peso desnecessário.
3.            Faça um exame de consciência e tente ser justo com você mesmo e com os outros, comece reconhecendo erros e pedindo desculpas, isso vai aliviar muito sua consciência e abrir espaço para a luz entrar.
4.            Procure pagar suas dívidas e não acumular outras, viva com o que você ganha sem fazer empréstimos, especialmente nos bancos, isso elimina preocupações desnecessárias.
5.            Adote uma dieta simples e o mais natural possível, sem exagerar ou se privar das coisas que você gosta. Apenas diminua alcoólicos, cigarros, drogas, refrigerantes, comidas muito elaboradas, farinha e açúcar brancos, isso te dará uma leveza inesperada, te ajudará a clarear a mente e perceber melhor os efeitos de seus progressos.
6.            Procure evitar o sexo casual mas não se imponha metas impossíveis nem tente agir contrariamente à sua natureza. Lembre-se que você está no caminho para a liberdade, não para as frustrações. Se estabelecer uma meta muito alta logo no início, sua mente e corpo não terão tempo para se adaptar e apreciar os benefícios, fazendo com que você desista de seu propósito.
7.            Tenha sempre em mente que você é uma criação de Deus e que Ele te fez assim com um propósito. Talvez você não compreenda este propósito mas confie em tua intuição e lembre-se de que você está procurando a verdade, você ainda não a conhece por inteiro, tenha paciência.
8.            Suas peculiaridades te enriquecem, seja orgulhoso delas mas jamais se deixe dominar pelo orgulho. A humildade é a maior das virtudes.
9.            Não julgue ninguém, nem você mesmo. Todos temos bons motivos para sermos como somos e você não conhece nem mesmo os seus, não tente adivinhar os motivos alheios. Rechace a ignorância.
10.            Adote um código moral severo mas não rígido. Lembre-se da lei do karma, ou do retorno. Queimando o karma mais rapidamente você vai atravessar muitos momentos de escuridão e solidão, não desista porque descontar seu karma faz parte de sua evolução, se não o fizer hoje, terá que fazê-lo amanhã ou em outras vidas futuras.
11.            Ofereça a Deus os frutos de todas as suas ações para não acumular mais karma, diminuindo assim a corrente das reencarnações.
12.            Uma vez que escolher seu caminho e tiver certeza que foi Deus que o indicou a você, mantenha-se firme nele, mesmo que possa parecer um caminho de segunda categoria. É o melhor para você com certeza.
13.            Não existe uma coisa chamada pecado, existem ações, atitudes e pensamentos que nos distanciam de Deus e outras que nos aproximam Dele.
14.            É impossível servir a dois senhores ao mesmo tempo, ou seja, estar na sensualidade, nas ilusões, nas fantasias e apegos do mundo e ao mesmo tempo ter intimidade com Deus. Nem é possível ter uma mente agitada e meditar ao mesmo tempo.
15.            Se suas vibrações estiverem nos chakras baixos, na sensualidade, na gula, nos excessos mundanos, no prazer do belo, do efêmero, pratique as asanas que elevam essas energias para os chakras altos e as sublimam e transmutam.
16.            Tome cuidado para não se tornar apático e pouco sociável, preze o equilíbrio em tudo o que for fazer.
17.            Prefira a companhia de pessoas com um alto valor moral e espiritual, você assimila as vibrações, cargas energéticas e humores das pessoas com as quais interage pela Força do magnetismo.
18.            Ouça música inspiracional e faça silêncio de vez em quando.
19.            Fale pouco, ouça mais, ria menos, sorria mais.
20.            Viva mais na espinha dorsal, ofereça todos os sentimentos, dúvidas, abstrações, emotividade, descontroles, alegrias e tristezas a Deus focando em Ajna, a sede do olho espiritual

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Fim de Uma Era


Nos últimos dias alguns amigos de Cunha o flagraram chorando, sobretudo quando falava com sua mulher e sua filha.

Ambas já estão na jurisdição de Curitiba – para onde caminha inexoravelmente Cunha; a primeira já foi incriminada por lavagem de dinheiro – e, se houvesse, o crime seria de luxúria, com alta possibilidade de encarceramento em regime fechado.

Cunha, seguramente, terá o mesmo destino (pela quantidade de delitos e de provas já divulgados).

A corrupção kleptocrata dura muitos anos e, muitas vezes, séculos (a nossa, brasileira, já tem 200 anos e foi precedida de outra, a portuguesa, que durou três séculos).

O corrupto, ao contrário, é passageiro (tem prazo certo para se acabar, tem prazo de validade para se exterminar). Ele é mais passageiro que os corruptores (grandes empresários ou banqueiros), visto que esses têm sucessores (enquanto aqueles normalmente não conseguem passar suas relações promíscuas aos herdeiros).

Toda grande perda nos faz chorar (tanto quanto as grandes alegrias). O choro das perdas significa dor, derrota e fraqueza. Significa pedido de ajuda e surgiu há 50 mil anos. No caso do Cunha, o choro tem sua razão de ser.

Trocar os passeios grandiloquentemente telúricos da Avenue des Champs-Élysées, com seus cinemas, comidas, casas de shows, lojas requintadas e luxuosas e suas belíssimas árvores de castanheiros-da-índia, pelos corredores dos insossos presídios brasileiros significa sim um grande estrago na qualidade de vida.

Para se ter uma ideia da mudança, o colocar os pés dentro da cela de um presídio brasileiro já implica de 30 a 40 anos a menos na expectativa de vida. Isso não é brincadeira.

Quem sai do consumo faustoso, pago com dinheiro alheio, e vai para as profundezas do inferno de Dante tem uma grande prejuízo. Nem sequer os lenços da Louis Vuitton são boas companhias nessas horas.

A renúncia a um cargo público nos países kleptocratas (como é o caso do Brasil) tem maior significado, porque não é apenas o fim do poder, sim, o fim de todas as possibilidades de enriquecimento que um cargo renomado oferece nesses países de corrupção sistêmica.

Não se trata tão-somente do dinheiro líquido vertido em acumulação de patrimônio guardado em contas secretas na Suíça (porque disso os empresários corruptores brasileiros também desfrutam).

Mais: nos países kleptocratas os cargos mais relevantes significam sultânicas mordomias, reconhecimento público (muita gente já tinha Cunha como o próximo presidente da República), bajulações, dezenas de funcionários à disposição, uso de aviões da FAB, mansões equivalentes aos castelos top do Vale de Loire, um orçamento público de bilhões para manobrar, força para coagir ou influenciar, poder de surrupiar e de chantagear e por aí vai).

Quem perde tudo isso da noite para o dia costuma mesmo chorar. E não se trata do choro da boa comunicação, que os políticos sabem fazer (Clinton, por exemplo; Obama menos assiduamente). Não é isso. O choro é de dor, de derrota, de frustração e de fraqueza.

É o choro da perda do poder num país kleptocrata de corrupção sistêmica que permeia as elites econômicas assim como as oligarquias políticas dominantes. Um choro que pode simbolizar o fim da jesus. Com com todos os seus carros mais requintados do mercado.

O kleptocrata não chora, evidentemente, pela porca escolarização da população, pela falta de hospitais e de remédios, pela esquálida infraestrutura do país, pelo atraso dos salários, pela falta de segurança e de Justiça, pelo transporte indecente etc.

Não há sensibilidade para isso. O lado humano dos kleptocratas raramente nota faltas, ausências, carências, sofrimentos, dores, angústias, fome. Não é o seu mundo.

Às vezes eles choram por falta de tornozeleira. Mas suas lágrimas não chegam a rolar pelas carências da população que padece grandes sofrimentos gerados pelo sistema de governo kleptocrata.

Morto o poder do corruptor (um grande empresário, normalmente) ou do corrompido (um político, por exemplo), fica extinta a possibilidade de roubar (sugar) o dinheiro público. Isso é deveras desesperante.

Muitos dos envolvidos na Lava Jato não aprenderam a fazer outra coisa na vida: só sabem extrativar, sugar, mamar nos bens públicos. Não têm a mínima ideia do que é capitalismo competitivo, luta pela sobrevivência e meritocracia.

O terrível é que, com o tempo, a corrupção kleptocrata cria uma espécie de kleptodependência (como as drogas).

A renúncia de Cunha à presidência da Câmara significa tudo isso: perda do poder e expulsão do seletíssimo clube da kleptocracia brasileira, composta da pequena elite econômica e oligarquia política que domina os rumos do país (sempre pensando nos interesses deles).

Temer perdeu ontem (6/7/16) a primeira votação na Câmara. Seu patrimônio político não pode ruir (porque o econômico não poderá fazer nada rapidamente; está travado, aguardando o impeachment e as eleições de outubro).

A mídia kleptodependente não está explorando a primeira derrota do interino Temer (isso poderia desestabilizá-lo mais ainda). Mas foi isso que precipitou a renúncia de Cunha (a Câmara está completamente desgovernada). E o processo de impeachment não acabou. Deu desespero. A Câmara precisa de novo presidente. E, claro, cassar o mandato de Cunha (eu espero).

A pergunta final, depois de tudo isso, é a seguinte: será que realmente vale a pena ser um corrupto na vida? Será que vale para seus filhos e filhas serem filhos e filhas de um corrupto?

Vale a pena construir uma sociedade com mais de 200 milhões de habitantes, deteriorada e esculhambada porque fundada em pilares tão frágeis como o do extrativismo, parasitismo, corrupção e patrimonialismo?

Eu penso que a vida é muito curta para se viver num país kleptocrata totalmente injusto e cruel. Mas se não queremos sair do Brasil, só nos resta mudá-lo.