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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A insipida pseudo-religião

Este é um trecho do livro O Novo Caminho de Swami Kriyananda. 
Aqui ele descreve sua experiência com a religião de uma forma muito parecida com a minha e a razão pela qual eu decidi seguir a via do yoga.
“...O desejo de compartilhar verdades espirituais com os outros, no entanto, não me inspirou a passar mais tempo na igreja, onde a religião não me atraia de forma alguma. "Ol-lá!" O nosso ministro do campus dizia docemente, quase embaraçosamente em seu esforço para demonstrar "caridade cristã", quando ele passava por nós nos corredores. 
As pessoas, eu pensava, participavam dos serviços da igreja, principalmente porque esta era uma coisa respeitável e adequada para se fazer. Alguns deles, sem dúvida, queriam ser bons, mas eu me perguntava, quantos participavam porque amam a Deus? 
O anseio divino parecia de algum modo incompatível com ir à igreja, do jeito que os cultos eram cuidadosamente organizados, e desprovidos de espontaneidade.
Os ministros em seus púlpitos falavam de política, de pecado e de problemas sociais - e, sem parar, falavam de dinheiro. Mas eles não falavam de Deus. Eles não nos diziam para dedicar nossas vidas a Ele. Nenhuma menção ao fato de que o Amigo verdadeiro de nossas almas habita dentro de nós, uma verdade que Jesus declarou claramente.
Ensinamentos bíblicos socialmente inconvenientes, tais como o mandamento de Jesus: "Deixa tudo e segue-me", eram completamente omitidos das suas homilias ou pronunciados cautelosamente de forma que nos deixavam dão mesmo modo que tínhamos chegado, só que agora  com uma boa desculpa.
Minha impressão era que os ministros que eu ouvia hesitavam ofender seus paroquianos ricos, a quem eles viram como clientes. Quanto a comunhão direta, interior com Deus, ninguém jamais mencionou isso. Comunhão era algo que se pegava no altar com o auxílio de um pastor.
Um domingo participei de um culto em Boxford, uma pequena cidade ao norte de Boston. O título do sermão era "beber para esquecer." 
E o que devíamos esquecer? 
Bem, os maus japoneses e sua traição nos atacando  em Pearl Harbor. Os nazistas brutais e suas atrocidades. 
Nada, aqui, sobre consertar os nossos próprios erros, ou sobre ver Deus em nossos inimigos. Nada ainda sobre perdoar-lhes os seus erros. 
O vinho sacrificial servido naquela manhã deveria nos ajudar a esquecer todas as coisas ruins que os outros tinham feito contra nós. 
Eu mal podia conter um sorriso quando esse néctar de do esquecimento mostrou ser, não vinho, mas suco de uva!
Se tinha um assunto que me despertava uma verdadeira amargura,, era o caráter absolutamente comum da religião como era ensinado e praticado nas igrejas. 
Minha amargura não era porque as doutrinas daquela religião fossem impossíveis, mas porque eram tão indizivelmente banais; não porque as suas afirmações fossem inacreditáveis, mas porque eram  cuidadosamente preservadas (como se em um formol teológico) no nível mais seguro, mais insípido da aceitação comum.
Acima de tudo eu estava perturbado porque as igrejas me pareciam instituições principalmente sociais, não faróis para guiar as pessoas para fora da escuridão da ignorância espiritual.
Era quase como se os clérigos estivessem tentando reconciliar-se com que a ignorância. 
Com danças, entretenimento de terceira classe e mensagens aguados eles tentavam de tudo para fazer com que as pessoas simplesmente fossem à igreja, mas eles esqueciam o mandamento de Jesus: "Apascenta as minhas ovelhas"
Frank Laubach, um grande missionário cristão, uma vez lançou uma campanha para fazer com que mais ministros simplesmente mencionassem Deus em seus sermões de domingo. Sua campanha sugeria a razão mais profunda para a minha própria desilusão.

De todas as coisas na vida, a sabedoria espiritual era o que eu desejava mais urgentemente. No entanto, mais notavelmente, foram as igrejas que retiraram a sabedoria de mim. Em vez disso, elas ofereciam substitutos mortos. 
Durante anos eu procurei através de outros canais a realização que eu desejava, porque os "ministros do Evangelho" de seus púlpitos faziam uma paródia das realizações prometidas na Bíblia. Parafraseando as palavras de Jesus, eu lhes pedia o pão da vida, e eles me ofereciam uma pedra. Mateus 7:9

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