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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Uma Solução Insólita Para Uma Vida Melhor

 

A religião saudável prega o Amor ao próximo acima de tudo e o respeito pela diversidade.
Jesus dizia: vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Ele acolhia -  sem julgar - ladrões, prostitutas, estrangeiros, ateus e qualquer um que o procurava com um coração sincero.
Paramhansa Yogananda fundou a Igreja de Todas as Religiões em Hollywood afirmando que a verdadeira religião, aquela universal, é a mesma desde sempre, vem sendo apregoada por todos os santos, sábios e profetas de todas as religiões com pequenas diferenças de vocabulário mas seguindo os mesmos princípios de amor, honestidade, caridade, lealdade. Grandes Mestres como Jesus, Budha, Maomé, o Mahavatar Babaji e muitos outros pregavam os mesmos ensinamentos. Em Épocas diferentes Deus manda sobre a terra algum santo iluminado para guiar a humanidade e guiá-la em seu caminho para a salvação.
Portanto todas as divisões existentes entre as religiões são criadas por líderes mal intencionados com o objetivo de atrair para suas doutrinas mais e mais fiéis. 
A prática exterior da religião formada por dogmas, cultos, rituais é a parte mais secundária e insignificante da mesma, o que realmente agrada a Deus são as nossas atitudes mais íntimas, são nossas intenções, nossa sinceridade e devoção. A religião saudável prega o Amor ao próximo acima de tudo e o respeito pela diversidade.
A verdadeira base da religião deveria ser uma ciência que todos os devotos possam aplicar para alcançar nosso único Deus Pai. Essa base existe e é a ciência do Yoga.
O fanatismo parece surgir de uma estrutura psicótica. 

O fato do sujeito se ver como o único que está no lugar de certeza absoluta, de "ter sido escolhido por Deus para uma missão "x", em alguns casos já constitui sintoma suficiente para que alguns psiquiatras diagnostiquem uma loucura ou psicose. Mas, seguindo o raciocínio de Freud, vemos que "aquilo que o psicótico paranoico vivencia na própria pele, o parafrênico experiência na pele do outro", ou seja, somos levados a supor que o fanatismo está mais para a parafrenia que para a paranoia.
Hitler, antes considerado um paranoico, hoje é mais aceito enquanto parafrênico, pois seus atos indicam sua ideia fixa pela supremacia da raça ariana e a eliminação dos "impuros"; mais ainda, o gozo psíquico do parafrênico não se limita "ser olhado" ou "ser perseguido", tal como acontece com paranoicos, mas sim se desenvolve "uma ação inteligente de perseguição e extermínio de milhares de seres humanos", donde extrai um quantum de gozo sádico.
Portanto, deve existir membros de um grupo de fanáticos paranóicos, mas certamente o pior fanático é o determinado pela parafrenia, pois visa de fato destruir em atos calculados "os impuros", "os infiéis", enfim, todos os que não concordam com ele.
Nos últimos 20 anos, prestou-se maior atenção ao estudo científico da religião e sua relação com a saúde e doenças mentais. Famílias se separam por causa de diferenças religiosas, alguns cidadãos de forma hostil se acham donos da verdade e julgam no lugar de Deus de uma forma desmedida e até desrespeitosa.
O fanatismo por sua vez é a intolerância extrema para com os diferentes. 
Um evangélico fanático é incapaz de diálogo e respeito para com um católico ou um budista.. etc...Um fanático de direita não quer diálogo com os de esquerda. Organizações como a Ku Klux Klan são intolerantes igualmente com negros adultos, mulheres e crianças. Por isso se diz que há em cada fanático um fascista camuflado, pronto para emergir em atos de exclusão e eliminação.
Psicótico de Comoção

Embora haja muito trabalho ainda a se fazer, evidências têm-se acumulado para que se possa ter respostas mais objetivas às perguntas, tais como: qual a relação entre religião, espiritualidade e psicose?
Pessoas psicóticas são mais religiosas? 
A conversão religiosa pode precipitar a psicose?
A psicose pode precipitar a conversão religiosa?
Qual a frequência dos delírios religiosos entre aqueles que são psicóticos?
Como diferenciar experiências religiosas ou espirituais “normais” de sintomas psicóticos?
Qual o efeito do envolvimento religioso no curso e evolução dos transtornos psicóticos?
Que efeito tem a psicose nas crenças espirituais ou religiosas das pessoas?
Estas são perguntas importantes que apenas agora começam a ser respondidas por pesquisas sistemáticas.
Na minha linha de raciocínio ( do autor) abordo duas questões.

O sujeito pode ter tendência a psicose (psicóticos extremamente  inteligentes) podendo conduzir uma religião e persuadir massas.
No aspecto negativo esses são os piores  tipos de psicóticos:
São esses que tiram dinheiro, bens das pessoas e a dignidade delas.
Foram esses que causaram os piores massacres da humanidade em nome da fé.
 
A segunda questão é sobre aqueles que desenvolvem a psicose através da religião.
São aqueles que tem mania obsessiva de converter o outro;
Que colocam sua religião acima do convívio harmonioso familiar, criando conflitos e separação familiar por não aceitarem diferenças de crenças dentro da família.
São aqueles que perdem totalmente a noção do amor e do respeito ao próximo agindo muitas vezes com agressividade;
São aqueles que sofrem e se deprimem por não aceitarem que o mundo a sua volta não é do jeito que eles impõem através de suas crenças;
São aqueles que clamam alucinadamente em praças impondo suas verdades.
Sigmund Freud acreditava que a religião causasse sintomas neuróticos e, possivelmente, até mesmo sintomas psicóticos. Em Futuro de uma Ilusão, Freud (1962) escreveu: “A Religião poderia causar assim a neurose obsessiva, poderia ser também a neurose universal da humanidade.

Concluindo, resumimos que, previne-se a psicose religiosa a partir de uma educação de boa qualidade, que saiba promover a cultura geral - mais do que a fé - e o sentido de grupo, de criatividade e humor, respeito pela diversidade e amor.

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