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terça-feira, 11 de junho de 2013

Inventar Um Falso Inimigo Para Agir Imperturbado


Depois de 12 anos o governo Americano resolveu admitir que a estratégia da guerra infinita ao "terror"deu errado.
Em um discurso no dia 23/05/2013, que estava gravado em um vídeo publicado no You Tube, agora não mais disponível, Obama admitiu que o governo americano de George Bush Jr. criara um inimigo artificial para confundir a opinião pública. Todos nos lembramos que naquela época, qualquer ato de rebeldia, de auto defesa ou de dissenso era considerado terrorismo.
Alarmaram a população mundial, difundiram um terror exagerado, disseram que voar não era mais seguro, que não podíamos (não podemos) transportar nas viagens aéreas líquidos com mais de 100 ml na bagagem de mão porque era perigoso por alguma razão.
A imprensa de regime como de tradição serviu de caixa de ressonância para as mentiras mais descabidas dos governos, distorceram a verdade, omitiram, mentiram, enganaram, alarmaram, aterrorizaram as pessoas.
Governos do mundo inteiro foram chamados a participar de uma guerra que tinha como objetivo principal tomar o petróleo do Iraque em benefício dos EUA, sem que a população fosse capaz de opinar, de discordar, fomos e estamos sendo obrigados a pagar uma conta altíssima através da crise mundial.
O ódio contra os Mulsumanos foi alimentado com cura,  usando meios como a calúnia, o engano, a falsidade, a desinformação, acusações sem fundamentos, a prisão di Guantánamo: a ignorância ocidental foi agravada propositadamente para fazer com que a população acreditasse realmente que o inimigo era o fundamentalismo islâmico.
Foi fácil identificar um inimigo frágil e incapaz de se defender para dar à população afamada de vingança, uma população que tinha aprendido a ser egoísta, calculadora, fria. Um povo que aprendeu a odiar, a competir, a passar uns por cima dos outros, a acreditar nos jornais e na TV, um povo que só queria aparecer, comprar e consumir, que não dava a mínima para os desastres que aconteciam todo dia e nem para a fome no mundo.
A maioria fingiu acreditar nos políticos e na imprensa, era mais fácil fechar olhos e ouvidos do que se rebelar e deixar a comodidade do sofá de casa para lutar por justiça.
Entretanto parece que a mentira faliu. A guerra se alastrou, os aliados dos americanos na Síria se tornaram seus inimigos, a Rússia entrou na guerra e como sabemos, a grande ameaça dos terroristas inventada pela imprensa ocidental nunca se concretizou. As mortes ocorrer apenas nos campos de batalha, nos países invadidos pelos ocidentais. Houve alguns ensaios de ataques a Londres e a Paris, mas muitos concordam que aqueles foram apenas um teatrinho montado pelos governos para convencer uma opinião pública sempre mais desconfiada.

Hoje no Brasil está acontecendo o mesmo; os golpistas, vendo que o processo de impeachment arrisca naufragar, inventaram uma fantasiosa ameaça do Estado Islâmico para aterrorizar os brasileiros, na esperança de distraí-los do que está acontecendo em Brasília. Vamos ficar atentos porque o inimigo não é e nunca foi o Estado Islâmico, é a nossa elite que quer surrupiar o poder a qualquer custo. a mesma política reacionária, proibicionista, intolerante adotada apor Bush nos Estados Unidos está sendo adotada pela tal bancada evangélica no Brasil.

Na guerra contra o Iraque e o Afeganistão, os fracos, rejeitados, julgados injustamente, que vivem às margens do rico ocidente lutaram, deram suas vidas, perderam filhos, famílias, casas para defender seus ideais.
Aqueles que viram a cabeça do seu líder (Saddam Hussein) rolar por terra ao vivo pela TV mundial, os mesmos que viram seus poços de petróleo surrupiados pelo inimigo, continuam lutando pela paz, por um pouco de comida, por segurança, sem falar em reconstruir as pontes, estradas, escolas, hospitais e muitas outras estruturas destruídas pelas bombas.
Ninguém aqui no Brasil teria imaginado um desfecho como este no inicio da guerra. Mesmo tendo perdido os poços de petróleo, seus trabalhos, suas organizações políticas, suas escolas, hospitais, eles continuam lutando porque não têm alternativa.
Uma primeira vitória eles conseguiram quando inimigo  (Os EUA) foi obrigado a admitir diante do mundo inteiro que mentiu, enganou, usou a tortura. Hoje a opinião pública americana e européia se estão conscientizando do engano enquanto a brasileira continua ainda anestesiada acreditando nas tolices que nos contam a grande mídia.
A estratégia de encontra um inimigo para agir imperturbado é bastante comum ao longo da história. Podemos citar alguns exemplos recentes como no caso de Bush para justificar a invasão do Iraque ou de Silas Malafaia, que encontrou nos homossexuais um "inimigo" contra o qual podia combater a sua guerra pessoal em prol de um pouco de publicidade e muito lucro.

Aqui estão algumas das afirmações feitas por Barack Obama em seu discurso de 23/05/2013:

•O Presidente Obama admitiu que os Estados Unidos haviam apoiado grupos terroristas na Síria e acredita que, se essa ajuda continuasse, levaria a Síria a um período de guerra sectária. Ele não votou para acabar com a ajuda aos rebeldes, mas admitiu que os grupos militares rebeldes e extremistas se radicalizaram e  representam um perigo para o mundo.

• O presidente Obama deixou claro que os Estados Unidos estão envolvidos em tortura, em violação direta do direito internacional. Não foi feita qualquer tentativa para justificar atos americanos nem houve qualquer tentativa de descrever o "waterboarding" como algo diferente de tortura nem tentou confundir atos ilegais da América como limitados a simulações de afogamentos. Nenhuma promessa foi feita, como se vê, de julgar  aqueles que tomaram parte nesses atos ou que autorizaram o seu uso, além do Tribunal Penal Internacional em Haia, conforme necessário.

• O Presidente Obama indicou claramente que o programa de entregas americano é ilegal, e que os tribunais militares são uma violação tanto da lei dos Estados Unidos quanto das convenções internacionais e que os Estados Unidos operaram fora da lei continuamente.

• Muitos dos que ouviram o discurso de Obama acreditam que os ataques com drones foram defendidos. Ele afirmou que os ataques com drones são mais seguros do que os ataques convencionais, porque evitam matar civis. O Congresso dos EUA foi informado plenamente de todos os ataques com drones como aqueles no Iraque e no Afeganistão, atuados sob o comando militar direto.

•O  Presidente Obama admitiu que o ataque no Paquistão para matar Osama Bin Laden foi um desastre político para os Estados Unidos e um abuso da soberania do Paquistão. Admitiu também que este ato comprometeu por muito tempo as relações dos EUA com o Afganistão. Obama reconheceu, não só que os muçulmanos são as primeiras vítimas do terrorismo, mas que o Paquistão perdeu milhares de soldados em apoio dos Estados Unidos. Esses fatos têm sido obscurecidos para o público americano por anos.

• O presidente Obama deixou claro que drones armados não poderiam ser usados legalmente em solo americano. A partir desta afirmação, qualquer pedido de aplicação da lei para usar drones armados agora será considerado um ato criminoso, que não é apenas "enredo", mas  "terrorismo" belo e bom.

• Outra  chave de admissão, foram repetidas duas vezes durante o discurso de Obama, o fato de lutar uma
guerra sem fim, uma guerra de "apenas drones". Obama foi claro, as mudanças políticas nos Estados Unidos ligadas a uma década de guerra levaram a violações constitucionais, leis ilegais, táticas de estado policial e que nenhum governo democrático pode sobreviver durante a guerra. Tal declaração não teria sido feita se não tivesse sido projetada para transmitir a admissão de que a Constituição dos EUA foi violada e que os direitos dos  norte-americanos estão sendo violados todos os dias.

• Um componente importante de discórdia política do presidente Barack Obama abrangeu questões de vigilância e abuso de privacidade individual. "Pareceres jurídicos" têm apoiado escutas telefônicas ilegais de quase todas as comunicações privadas.
 Como não há mais um "cabo-backbone" amplamente utilizado para serviços de telefonia, com móvel, VoIP (Voice over Internet Protocol) e serviços como Skype são agora a norma, os "federalistas" - o grupo extremista que agora controla o sistema legal americano - vê a possibilidade de interceptar tudo, não apenas e-mail e "bate-papos". A esperança de muitos é que as promessas de Obama ajudem a limitar os grandes ataques contra a vida dos americanos, que se intensificaram durante as últimas semanas.


• Talvez a mudança política mais importante que ocorreu é a admissão de Obama que a ampla autorização
do Congresso para usar a força militar não é mais necessária e isso se tornou uma ameaça. O que é claramente indicado é que a colocação de uma base constitucional para realizar uma guerra contínua deve ser encerrada. Este é um problema poderoso, porque poderia resultar no fim da possibilidade de enviar tropas em qualquer teatro de operações, pois muitas vezes isso foi feito de maneira abusiva  que avalizou as intenções americanas de agir  mais por questões econômicas do que de segurança. A entrada mais crítica que foi  feita é que os presidentes americanos não devem ter poderes de guerra perpetuamente. Obama prometeu colocar em prática políticas para conter a sua capacidade de combater guerras declaradamente "inúteis".

• Para este fim, o Presidente solicitou que o AUMF (uso autorizado da força militar) seja concluído, que a expansão do seu mandato seja reduzida e que controles mais rigorosos devem ser feitos no local em caso de futuras autorizações desse tipo. O que não é dito, mas pode muito bem ser entendido, é que os grupos de interesses especiais que procuram empurrar os Estados Unidos em guerras tornaram-se uma ameaça e que os Estados Unidos devem limitar a sua capacidade de ir para a guerra. Não haveria razão para Obama fazer um movimento como esse, a menos que ele não soubesse que existem "forças sinistras" e que elas têm usado o poder militar norte-americano para seu próprio ganho.

Há questões fundamentais de percepção. Se o que foi dito será censurado ou desmentido pela imprensa  quer dizer que ela pode estar mentindo sobre outras coisas? Ela esta  mentindo sobre questões como "quem, o quê, quando e onde?"

Na verdade, nada nos relatórios dos principais meios de comunicação pode ser acreditado, exceto resultados esportivos e o tempo.





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