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terça-feira, 18 de junho de 2013

Conhecendo Melhor Marco Feliciano

Conselho e governo criticam discussão sobre ‘cura gay’



Projeto que vai a votação em comissão acaba com veto à ação de psicólogos que veem a homossexualidade como uma doença


O Conselho Federal de Psicologia e o governo reagiram  à decisão do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) de colocar o chamado "projeto de cura gay" em votação no plenário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), anula parte do artigo 3.º e todo o artigo 4.º de uma resolução interna do conselho de psicologia de 1999. Esses trechos da resolução condenam a atuação de psicólogos na tentativa de "curar" homossexuais. O projeto de Campos deve ser votado na semana que vem.
Os trechos da resolução aos quais se refere o projeto afirmam que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade" e "não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".
O projeto de Campos diz que a resolução do conselho de psicologia, "ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar".
O conselho questionou o argumento de Campos ao dizer que os trechos da resolução qualificam a atuação do profissional e coíbem o surgimento das "terapias de reversão", que propõem a cura da homossexualidade. "Essa resolução é um marco e representa um obstáculo concreto ao avanço das terapias de reversão", disse a vice-presidente do conselho, Clara Goldman, para quem o tratamento "carece de justificativa científica e é eticamente inaceitável". "Existem grupos que dizem que a orientação sexual pode ser revertida. Mas funcionam ao arrepio da resolução. No momento em que parte da resolução cair, não haverá obstáculos éticos e técnicos para o avanço dessas terapias e das propostas de cura da homossexualidade."
Para Gustavo Bernardes, coordenador-geral de Promoção dos Direitos da População LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos, a supressão de trechos da resolução "abre espaço para a volta de uma questão que já está superada há muito tempo", que seria o tratamento da homossexualidade como doença.
Bernardes questionou o que chama de "intromissão" do Legislativo "numa questão que é de competência do CFP" e disse discordar do argumento de Campos de que a resolução restringe a ação de psicólogos e o direito do paciente de receber orientação profissional. "Apoiamos um trabalho por parte do profissional de psicologia para que a pessoa aceite sua orientação sexual e a identidade de gênero e evite complicações, como os sofrimentos psíquicos". Procurados, Feliciano e Campos não se manifestaram. 

Marco Feliciano

Marco Antônio Feliciano (Orlândia, 12 de outubro de 1972) é um pastor da igreja
Assembleia de Deus Catedral do Avivamento e deputado federal brasileiro. Eleito pel
Partido Social Cristão (PSC) em 2010 com 
212 mil votos, foi o evangélico com maior
 número de votos no país e o 12° entre os 70 deputados eleitos por São Paulo." Em março 
de 2013,
 Ele foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias(CDHM) da 
Câmara dos Deputados do Brasil.

Marco Feliciano é empresário, autor de 18
 livros, e produziu DVDs com mensagens de autoajuda 
que venderam cerca de 600 mil cópias.

Um vídeo que mostra o pastor pedindo a
 senha do cartão de crédito de um fiel de sua
 igreja foi divulgado. 
Nas imagens, Feliciano diz: "É a última vez 
que eu falo. Samuel de Souza doou o cartão,
 mas não doou a 
senha. Aí não vale. Depois vai pedir o 
milagre pra Deus, Deus não vai dar, e aí vai falar que Deus é ruim." 
O parlamentar afirmou que "estava brincando" na ocasião.

Atualmente ele responde a uma ação penal por estelionato, aberta pelo
 Ministério Público do Rio Grande do Sul no Supremo Tribunal Federal (STF), 
que provém de uma acusação de que teria 
recebido 13 mil reais para realizar um culto no estado do 
Rio Grande do Sul sem ter comparecido ao evento. Segundo o advogado de Feliciano, 
Rafael Novaes da Silva, o deputado não pôde comparecer ao evento, mas tentou devolver
 o dinheiro pago,
 o que primeiramente não foi aceito pelos organizadores. Posteriormente, segundo Silva,
 todo o valor teria sido ressarcido.
A revista Carta Capital, citando reportagem do jornal Correio Braziliense, fez uma denúncia dizendo que "ele repassa verbas públicas para funcionários ligados a seus negócios particulares".
Em abril de 2013 foi divulgado na internet um vídeo antigo onde o deputado diz, durante um culto religioso, que o cantor britânico John Lennon foi castigado e morto por Deus por ter dito em certa ocasião que "Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo". Sobre amorte do cantor, assassinado em 1980 por Mark Chapman, Feliciano disse que se tratou de uma "vingança divina" e que "ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar". No mesmo vídeo e ainda sobre o assunto, o pastor diz: "Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: 'me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo'."
Em outra filmagem divulgada no mesmo mês, o pastor afirma que o cantor Caetano Veloso, que é ateu, obteve sucesso com a canção "Sozinho" com o auxílio de "forças malignas" após um encontro com Mãe Menininha do Gantois, uma conhecida iyálorixá brasileira. No mesmo vídeo, ele diz que "o diabo tem uma Lady Gaga que canta e encanta", se referindo à cantora pop norte-americana. Ambos os vídeos causaram forte polêmica, principalmente na internet, onde foram divulgados.

Controvérsias sobre racismo

Em março de 2011, Feliciano postou em sua conta na rede social Twitter frases que foram consideradas racistas por vários setores da sociedade, ao dizer: "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica (sic). Não sejam irresponsáveis twitters. [...] A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!" (Feliciano defende uma das vertentes teológicas que afirma que os povos africanos negros vivem sob a chamada "Maldição de Cam", descrita no livro Gênesis da Bíblia e interpretada de várias maneiras, e de que essa seria a causa dos problemas sócio-econômicos e políticos enfrentados pelo continente africano). Para Roberlei Panasiewicz, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a afirmação de Feliciano é "fundamentalista".

Conclusao:

O que aparece de tudo isso é, como sempre, o grande ódio que este homem tem dentro, o instinto corrupto e a convicção nas suas idéias.
O interrogativo que surge natural é: ele realmente acredita no que diz? Provavelmente sim.
Apesar de ter escrito 18 livros, ele tem uma formação em uma Escola Pública em técnico de Contabilidade, ou seja, diz ter uma formação extremamente básica. Estudou teologia, claro, mas com uma base cultural assim miserável, provavelmente não tem o necessario espirito de crítica para ir fundo nas pesquisas e entender o que as vezes e' so' insinuado nas escrituras.
Provavelmente tem boa fe' mas lhe falta a competência necessária para tratar dos temas a que se propõe.

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