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quarta-feira, 29 de maio de 2013

A Reencarnação divide opiniões


Este é um tema que divide muitas opiniões especialmente entre os cristãos.
Gostaria de simplificar o debate dizendo que creio que uma vida somente é muito curta diante da eternidade, logo a reencarnação é plausível, de um ponto de vista lógico, ou seja, uma pessoa não pode quiemar pra sempre no fogo do inferno por ter cometido um pecado durante a sua miserável e insignificante (em termos cósmicos) existência na terra.
A punição seria desproporcional e Deus sendo justo para aplicaria uma tal punição a seus filhos. 
Creio muito mais plausível que nós tenhamos que encarnar e reencarnar milhões de vezes antes de chegar face a face com Deus naquilo que os cristãos chamam de salvação e que os hindús chamam iluminação. 
Creio que a ressurreição seja o que o meu guru Paramhansa Yogananda chamava de Mahasamadhi, ou Grande Samadhi, o encontro com Deus, o abandono definitivo do corpo, ou seja, a passagem da morte para a vida, a iluminação final, a salvação deste mundo de horrores e ilusões, Maya, a total libertação de nosso karma
Entretanto para mim isso tem uma importância relativa visto que o meu objetivo é alcançar a libertação nesta vida (salvação), ou seja, não quero encarnar de novo. 
Para quem não acredita na reencarnação esta importância é igualmente mínima porque espera obter a salvação nesta vida, ou obter a vida eterna nos céus, logo a teoria da reencarnação não lhes toca de forma alguma.
As principais religiões se dividem sobre este tema mas no fundo o que importa mesmo é trabalhar para a completa iluminação da melhor maneira possível e se preparar para o encontro com Deus.

Entretanto a Bíblia tem algumas referencias à reencarnação que são ignoradas pelos cristãos. Leiam para melhores esclarecimentos, esses versículos a seguir: 
Marcos, capítulo VIII, versículos 27 e 28 e Mateus, capítulo XVI, versículos 13 e 14.

"Saiu Jesus para as aldeias de Cesaréia de Felipe, e no caminho interrogou os discípulos dizendo: Quem dizem os homens que sou eu: E eles responderam: João Batista, outros Elias, e outros Jeremias ou um dos profetas."

Fica bastante claro, neste trecho, repetido por dois evangelistas, como os judeus tinham clara a idéia do retorno pela reencarnação. De maneira nenhuma poderiam estar confundindo a pessoa física de Jesus com Jeremias. Elias ou qualquer dos profetas que tinham vivido há muitos séculos atrás. Os judeus estavam supondo que Jesus pudesse ser a reencarnação de algum dos profetas. É verdade que se torna claro nos versículos que o Mestre não era de fato algum desses profetas renascidos, mas também é incontestável a idéia da reencarnação presente na resposta dos apóstolos, como um conceito bastante conhecido dos mesmos.

No entanto, onde o Cristo daria o seu aval a esta crença? Teria ele também se manifestado favoravelmente a idéia do renascimento ? Nas passagens acima mencionadas, apenas se pode concluir que o conceito palingenésico foi citado de forma bastante natural pelos judeus, pois inclusive eram diversas as versões sobre de quem Cristo era a reencarnação, Elias, Jeremias etc.

Tomemos outra passagem dos mesmos evangelistas para analisarmos, desapaixonadamente, sem uma posição preconcebida e vejamos a extrema clareza com que a reencarnação é referida pelo Mestre Jesus.

Mateus capítulo XVII, versículo 10 a 13, e Marcos, capítulo IX, versículo 11 a 13 (após a transfiguração) . Seus discípulos o interrogaram desta forma: "Por que dizem os escribas ser preciso que volte antes o Elias? - Jesus respondeu:

"É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: "mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão com o filho do homem." - Então entenderam os discípulos que fora de João Batista que Ele falara.

A concepção de que João Batista era Elias reencarnado e de que os profetas podiam renascer na terra, encontramos em inúmeras passagens bíblicas além das acima referidas. Se esta concepção fosse equivocada e não concorde com os ensinamentos cristãos, o Mestre não teria deixado de a combater como procedeu em relação a inúmeros outros conceitos e tradições equivocadas dos judeus. Mas o que ocorreu não foi isto, Jesus se posicionou muito claramente a este respeito quando se referia a Elias, dizendo que ele já veio e eles não o conheceram. O versículo 13, completa: "Os discípulos entenderam que fora de João Batista que Ele falara", reforçando esta afirmativa.
Para quem é mais exigente, sugerimos ler atentamente Mateus no capítulo XI versículos 14 e 15 que não deixa qualquer dúvida a respeito. 
Vejamos: "E se quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que havia de vir (estava por vir, conforme a tradução). Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! 
Evidentemente que os versículos anteriores se referem a João Batista conforme pode-se facilmente constatar na leitura. Se alguns outros textos podem ser interpretados no sentido místico, nesta passagem de Mateus não há equívoco possível: É ELE MESMO o Elias que há de vir. Não é possível não há como conceber alegoria ou figuração em afirmativa tão positiva. No que tange ao complemento: "aquele que tem ouvido de ouvir, ouça", consideramos como uma alusão a que nem todos estavam em condições de entender certas verdades. O versículo anterior (13) dizia: "Porque todos os profetas e a lei até João profetizaram". Seguindo-se então: "E se quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir". Desnecessário maiores comentários.   
Para os estudiosos do Velho Testamento em Isaías, capítulo XXVI, versículo 19 encontramos a passagem: "Aqueles do nosso povo, que fizestes morrer, viverão de novo". 
Se o profeta estivesse se referindo à vida espiritual ou seja, se estivesse querendo dizer que aqueles que fizeram morrer não deixaram de existir em espírito, teria dito: vivem ainda, e não viverão de novo. O verbo está no futuro, numa clara alusão a uma nova vida.

No sentido espiritual, estas palavras seriam absurdas, pois estariam transmitindo a idéia de uma interrupção na vida da alma. Viverão de novo significa, que embora não vivam materialmente agora, voltarão à vida física. Seria enfadonho repetirmos inúmeros textos e interpretações, mas consideramos os citados suficientes para servir de motivação à pesquisa sobre o assunto.
O livro de Malaquias - último livro e último capítulo do Velho Testamento - capítulo 4 e versículo 5 diz o seguinte: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;"
(Algumas dessas referências bíblicas são estraídas do blog  Quero Saber a Verdade do  Dr. Ricardo Di Bernardi )
É interessante notar como na minha pesquisa no Google sobre o assunto, os dois primeiros sites mostrados afirmam que na Bíblia não tem nenhuma referência à reencarnação. 

O site Sua Escolha diz o seguinte: " Sua pergunta: “A Bíblia fala sobre reencarnação em algum lugar? Como podemos saber se esta é nossa única vida?”
Nossa resposta: A Bíblia nunca menciona reencarnação, mas na verdade prova o contrário…"
O site Chamada diz o seguinte:
"Na verdade, a não ser por meio de uma exegese forçada, não há na Bíblia qualquer referência direta ou indireta à reencarnação. 
Ao contrário, as Escrituras ensinam que, da mesma maneira como Jesus veio ao mundo uma só vez, também ao homem está ordenado morrer uma única vez: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9.27). 
O sacrifício único de Jesus, ao morrer na cruz, é mais que suficiente para nos libertar dos pecados e nos conduzir a Deus: "Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito" (1 Pedro 3.18).
Todo o ensinamento bíblico é no sentido de que só poderemos morrer uma única vez até o juízo final de Deus. 
Jesus não somente ressuscitou três dias após Sua morte, como também incluiu a ressurreição entre os Seus milagres (João 11.11-44). 
Diversas outras passagens da Bíblia demonstram a realidade da ressurreição (Daniel 12.2; Isaías 26.19; Oséias 6.2; 1 Coríntios 15.21-22; João 5.28-29; Atos 24.15; Apocalipse 20.6). 
Em todos esses textos, ressuscitar significa o retorno do espírito ao seu próprio corpo (ver também 1 Coríntios 15.12-22)."
Assim, a Bíblia oferece sustento para ambas interpretações.
Eu creio que o ciclo de vidas e mortes depende do karma que acumulamos durante as nossas milhares de vidas, que aprendemos com os nossos erros para evoluirmos espiritualmente e isso justifica os diferentes níveis de desenvolvimento espiritual entre as pessoas, as diferentes condições de nascimento, vida e morte na terra.
Mas esta é somente uma convicção pessoal, termino este artigo repetindo o que disse no início, desta vez, em outras palavras:
Busquemos em Deus a humildade, o amor, a simplicidade e o desapego às coisas terrenas, além de verdadeira sabedoria e intuição para sabermos como melhor agradá-lo para que possamos nos encontrar com Ele o mais breve possível.

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