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domingo, 14 de abril de 2013

Deus! Deus! Deus!

Queridos amigos, 
Este artigo inspirante foi escrito por um membro da Comunidade de Ananda, espero os inspire a memorizar um dos poemas do Mestre. Muitos de nós aprendemos o poema "Samadhi" e, muitas vezes, durante o dia, a nossa mente se lembra de algumas linhas que nos enlevam e nos dão clareza. 
Yogananda disse que "o ambiente é mais forte do que a vontade": estamos constantemente cercados por anúncios, rádio, música ou shoppings, ambientes projetados para nos fazer afundar mais profundamente em Maya, no desejo de possuir, de comprar.  
Ou nos contaminamos pela ansiedade e stress dos outros.
O
s poemas do Mestre nos ajudam criar uma potente atmosfera interior, com as músicas e as afirmacões que interiorizam a nossa atenção e nos fazem querer meditar e entrar em comunhão com Deus



Um guia para aqueles que aspiram à santidade editado por Bramacharini Surana



"
Como muitos devotos fui  chamada a aprofundar a minha sintonia com Deus e com o Guru. Dois anos atrás, em resposta a uma sugestão do Nayaswami Jyotish  eu decidi memorizar a poesia de Paramhansa Yogananda, "Deus, Deus, Deus," e recitá-la diariamente, como forma de aprimorar minha sintonia com Deus.

O poema aparece no livro de orações e poemas de Yogananda Sussurros da Eternidade. O Mestre incentivou seus discípulos e seguidores a estar perto dele após a sua morte através da leitura dos textos do livro. Ele escreveu: "Quando você não puder mais falar comigo, leia meus Sussurros da Eternidade. 
Eternamente, através deles, eu vou falar com você."Toda manhã em meditação, depois de vários ciclos de respiração profunda e uma curta prática de Hong-So, eu costumava silenciosamente repetir os versos que eu tinha memorizado, e depois recitar o que eu podia lembrar do verso novo. Como o poema descreve um fluxo de atividades diárias, a tela tornou-se uma grande ajuda na memorização de cada linha. Quando eu tinha dificuldade de me lembrar todos os versos, ver as atividades diárias, como descrito pelo poema me ajudava a trazer à mente o verso esquecido.

 
O poema também foi musicado e a música  é muitas vezes cantada durante as cerimônias em Ananda. Eu aprendi a tocar a versão musical do poema com o harmonium e às vezes eu ouço gravações cantadas por Swami Kriyananda ou outro membro de Ananda. Eu também ouço uma gravação de Yogananda que interpreta a poesia. Como Yogananda substituíu as palavras "Deus, Deus, Deus" com "Deus, Cristo, Guru", muitas vezes usei "Deus, Cristo, Guru" quando aprendi de cor o texto. Que alegria me trouxe essa prática! 

Ao todo, levei quase uma semana para memorizar cada verso, e alguns meses se passaram antes que eu  fosse capaz de repetir o poema sem ter que perguntar qual estrofe viria depois. A partir desse momento, a recitação do texto me ajudou a ter uma consciência mais profunda de Deus e do Guru.

 Criar um hábito na vida cotidiana


Uma vez que eu era capaz de recitar o texto sem hesitação, meu coração ficou mais envolvido. Eu podia sentir o significado de cada palavra e cada verso cada vez que a proferia. Eu me senti ressuscitando "das profundezas" e subindo a  "escada a espiral do despertar." Eu estava ficando mais alerta, quando invocava "Deus, Cristo, Guru". Assim como o coração também a mente "entrou" no sentido do poema, tornou-se mais fácil criar o hábito de invocar Deus e o Guru em intervalos regulares ao longo do dia. 

O poema fala de quase todas as circunstâncias  que ocorrem normalmente na vida de todos. Em vez de levantar todas as manhãs e usar minha mente e energia para hábitos tolos, eu agora me apresento ao "Deus, Cristo, Guru". "Quando eu quebro o jejum da noite da minha separação de Deus", eu posso fazê-lo pensando: "Deus, Cristo, Guru". Em vez de ser absorvida no planejamento mental, posso agora concentrar-se na "luz da minha mente" para "Deus, Cristo, Guru". Minha vida, às vezes, fica  fora de controle ou de cabeça para baixo? Yogananda me dá a resposta neste verso: "Quando as tempestades violentas assobiam e as preocupações uivam contra mim, eu cubro o ruído cantando alto: Deus, Cristo, Guru" Recitar este versículo me ajuda a tranquilizar-me que o meu pequeno mundo vai endireitar-se novamente. Tudo o que tenho a fazer é invocar  "Deus, Cristo, Guru". Porque recitar o poema continuamente, permitiu-me muitas vezes para encontrar soluções para os novos desafios.

Superar a ansiedade e medo 

Sou propensa à ansiedade que muitas vezes se manifesta como agitação e tenho dificuldade em acalmar meus pensamentos. Crescendo, eu aprendi a responder a um ambiente familiar difícil e problemático tentando preencher todos os momentos da minha vida com várias atividades e distrações.  
Fiquei muitas vezes envolvida em um movimento febril, sem um objetivo, de ansiedade.  
Acalmar a mente e entrar em um estado de paz e tranquilidade têm sido para mim enormes desafios.  Mesmo as técnicas de yoga não são sempre capazes de acalmar meus pensamentos.  
Agora, quando eu invoco "Deus, Cristo, Guru," Eu  sinto uma resposta  interior do Guru  que me traz uma sensação de paz, calma e uma maior confiança na presença divina. 
Desde muito cedo eu sentia um desejo profundo de Deus. Embora educada na fé cristã, quando eu conheci Yogananda senti que Jesus me confiou aos seus cuidados. 
O transporte por Deus e pelo Guru foi tão intenso que às vezes era difícil mantê-lo sob controle e focalizá-lo. Recitar este poema calma e acalma a intensidade desse sentimento.
 Eu posso colocar em palavras o profundo desejo do meu coração, ao fazê-lo, a mente se acalma e me permite falar em silêncio com Deus através do texto do poema.A constante repetição do nome de Deus, por vezes, provoca em mim uma profunda alegria e uma sensação de segurança. Em tais circunstâncias, qualquer decisão a ser tomada se torna irrelevante. Tudo o que importa é apenas ser "ressuscitada" para a Sua presença.

 O benefício mais importante

Recitar o poema no início de cada meditação me deu uma outra maneira de focar a mente e abrir o coração. O poema é também uma ótima ferramenta para encontrar a concentração onde, durante a meditação, a mente começa a vagar. As meditações ficaram mais profundas com foco na repetição do texto poético, também foi refinada ainda mais a minha capacidade de obter intuições para resolver problemas e tomar decisões. Durante os momentos de silêncio, quando estou em sintonia com a presença do Guru, ouço às vezes suas palavras implícitas que me guiam e me mostram o caminho a percorrer.
O benefício mais importante que dá a recitação do poema é, no entanto, a capacidade de entrar mais e mais profundamente em sintonia com Yogananda. Quando foco sobre as palavras do texto, eu foco realmente em Yogananda, que compôs o poema como uma expressão de sua profunda devoção.  
Quando eu recito os versos, e eu sinto sua determinação de "querer cobrir o barulho dos ventos das provas", e mantenho o foco somente em Deus. 
Yogananda espiritualizou cada palavra imbuindo o sentimento palpável de sua busca profunda de Deus. Portanto, a  poesia torna-se um manual, uma chave para qualquer aspirante à santidade, ajuda a viver cada momento e cada dia em harmonia com Deus e com o Guru.  
Em algum ponto ao longo do caminho da encarnação, Yogananda alcançou a auto-realização.  
A salvação.
Por sua graça e nossa força de vontade e determinação, podemos alcançar o mesmo objetivo.A renovada confiança no meu potencial divino aqui é o benefício mais importante que recebi através  da recitação diária do poema nos últimos dois anos."

Surana é uma brahmacharina que vive e oferece seus serviços na Vila Ananda. Entre suas várias responsabilidades, ensina técnicas de meditação e posições de yoga para iniciantes. Surana viveu anteriormente em duas outras comunidades Ananda.. (n.d.t.)

 

Deus, Deus, Deus

de Paramhansa Yogananda
Das profundezas do sono,  
enquanto subo a escada em espiral do despertar, eu sussurro: 
Deus! Deus! Deus!

Tu és o alimento quando eu quebro o jejum da minha separação noturna de Ti, 

Te saboreio e mentalmente digo: 
Deus! Deus! Deus! 

Onde quer que eu vá, o foco da minha mente está sempre em Ti
e no fragor da batalha quotidiana 
Meu grito de guerra silencioso é sempre: 
Deus! Deus! Deus! 

Quando assobiam violentas as tempestades das provações  
e as e as preocupações uivam contra mim
Eu cubro seu ruído louvando em alta voz
Deus! Deus! Deus!

Quando minha mente tece sonhos com os fios da memória, 
naquela mágica tela eu bordo: 
Deus! Deus! Deus! 

Toda noite, no mais profundo sono, 
Meus sonhos de paz  chamam: 
Alegria! Alegria! Alegria! 
E a minha alegria vem cantando sem parar 
Deus! Deus! Deus! 

Quando eu acordo, como,
 trabalho, sonho, durmo, 
sirvo, medito, canto, 
divinamente amo,
incessantemente minha 
alma canta,
docemente,
sem que ninguém a ouça:
Deus! Deus! Deus!



Paramhansa yogananda