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terça-feira, 2 de abril de 2013

A Diversidade Destruida

Brandenburg Gate - Por aqui entrou Napoleão em Berlim
Caminhando ontem pelas ruas de Berlim fiquei deslumbrado de como esta cidade è maravilhosa, limpa, civilizada, cosmopolita.
Sim, cosmopolita. Aqui tem gente do mundo todo estudando, trabalhando, fazendo compras, se divertindo. ah e como se divertem! Tem bar e café, pubs, restaurantes, mostras, concertos, shows, baladas...
As baladas então parecem ser inigualàveis aqui.
Tem um bairro, eu não me lembro o nome, que tem um disco bar do lado do outro. Impressionante e o mais incrível que è tudo grátis. Claro, as bebidas se pagam, mas se pode usar cabines, dark rooms, pista, qualquer coisa, tudo de graça, precisa somente pagar para deixar o casaco que normalmente custa 0,50 de euro. Uma bagatela.
Encontrei também um local em Schønhause allee que é dedicado ao cruising, exclusivamente para homens. Sauna, banho turco, hidromassagem, cabines, tudo incluído, dedicado à pegação.
Por outro lado eu estive em um concerto na catedral da cidade que me deixou encantado. A orquestra fisarmônica da cidade tocava junto com o coral de Berlim para um publico extasiado e mudo.
Encontrei restaurantes de vários países, comida biológica a um preço incrível.
de repente me deparei com uma mostra ao ar livre intitulada Diversity Destroyed. A foto eu publico aqui ao lado.
Mostra para recordar os "diferentes", mártires da segunda guerra mundial
Aqui se pode ler alguns dos nomes de pessoas que foram assassinadas durante a segunda guerra mundial por serem diferentes. Simplesmente assim. Eram diferentes.
Mas diferentes do que? Não somos todos diferentes entre nós e por isso mesmo somos iguais?
Como pode um louco como Hitler ter carta branca para fazer os absurdos que ele fez em nome de uma loucura?
Não é a nossa busca interior por Deus a única coisa que nos iguala uns aos outros tornando-nos irmãos?
Já imaginou um mundo em que todos somos iguais, vestidos iguais, pensamentos iguais, vidas iguais, gostos iguais, atitudes iguais?!
Não è por acaso uma loucura querer que tudo se repita dia após dia da mesma forma sem nunca mudar uma cor, uma atitude, um pensamento, uma descoberta?
Pense que até mesmo os presos inventam novidades a cada dia para matar a rotina, mesmo que seja uma briga, uma revolta, um amor novo, qualquer coisa que lhes ajude a passar po tempo. Um homem de estado, ao contrario queria acabar com as surpresas da vida, com as curiosidades, com a excitacao de fazer algo novo a cada dia.
E a Alemanha sucumbiu ao seu charme.
Muitos estadistas como Mussolini, até mesmo o governo do Brasil, inicialmente atuaram ao seu lado para defender interesses pouco confessáveis.
Hoje a Alemanha faz um mea culpa, contrita, se desculpa diante do mundo. Aqui se vive, se respira uma liberdade, um respeito pelas diversidades como em nenhum outro lugar do mundo.
Talvez a derrota da guerra tenha trazido consigo este bônus.
restos do muro de Berlin
Este que publiquei aqui ao lado è o que restou do tristemente famoso Muro de Berlim. Hoje aqui em frente funciona um museu e as pessoas caminham diante das historias e fotografias como quem visita um mausoléu. Com ar triste e dignitoso, chocado de quem constata finalmente o que nos contam desde meados do seculo passado através da tv.
Ninguém mais aqui pensa em separação. Os negros são exóticos, bem-vestidos, os gays tem um quarteirão inteiro da cidade para eles comprarem, se conhecerem, se divertirem mas o que è mais paradoxal è que aqui eles não precisam disso. Eles são livres realmente. Se casam, tem os mesmos direitos que qualquer cidadão.
Um prefeito gay governou, muito bem, a cidade por dois mandatos e na terceira eleição perdeu por um voto. Apesar disto, todavia, 2/3 dos berlinenses aprovam o governo do seu partido que tem a maioria na Camara.
Quem lutou para homogeneizar o mundo acabou mal como aconteceu com Hitler.
O mundo è uma criação  maravilhosa de Deus, mesmo os detalhes que nós consideramos defeitos, na verdade são obras primas únicas criadas para alegrar os nossos olhos e corações. Se aprendermos a arte do amor vamos descobrir facilmente que a vida è bela assim como è. È óbvio que nosso destino è lutar para melhorar as coisas, fazer com que tudo pareça melhor, mais perfeito, mais romântico mas devemos aceitar que não podemos mudar realmente o mundo. Podemos mudar o "nosso" mundo, o nosso jeito de ser, de crer, de amar, de viver. Um olhar diferente muda o objeto deste olhar.

Veja esta imagem. Veja essas cores tênues; não è mais dia mas ainda não è noite. É meu momento preferido, onde as meias luzes, os meios tons, a imaginação, o romanticismo tomam conta de meu coracao, me fazem sonhar, não sou mais o Gildeon cheio de virtudes ou defeitos, não tenho mais nada, não preciso de nada, não corro mais. Sinto, respiro, medito.
Nestes momentos me recarrego e digo finalmente que valeu a pena, apesar de tudo. Tenho asas e posso voar.



Berlim è ìsto, são emoções fortes que me tomam, que me enlevam. A cidade è limpa, as ruas são amplas, tem faixa ciclável pra todo lado, è plana, o céu è azul, sem fumaça, os passeios são largos; esta è uma cidade feita para viver realmente cada momento.
Claro que tem também competição, trabalho, ambição, è normal, afinal se não fossem estes pré requisitos, quem compraria uma Mercedes igual à esta aqui ao lado?