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sexta-feira, 1 de março de 2013

A Meditação


O despertar da consciência

Toda a humanidade vive em um sono profundo.

“Todo ser humano pode chegar
 à experiência da realidade. 
Todo ser humano tem direito 
às grandes vivências do espírito, 
a conhecer os reinos e nações das regiões moleculares e eletrônicas.
Todo aspirante tem direito a estudar aos pés do Mestre, a entrar pelas portas esplêndidas dos Templos de Mistérios Maiores, a conversar com os brilhantes filhos da aurora do Maha-Manvantara da criação face a face.
Contudo, tem-se que começar por despertar a consciência.

É impossível estar despertos nos Mundos Superiores se aqui neste mundo celular, físico, material, o aspirante está dormido. Quem quiser despertar a consciência nos mundos internos, deve despertar aqui e agora, neste mundo denso.
Se o aspirante não despertou a consciência aqui neste mundo físico, muito menos a despertará nos mundos superiores.
Quem desperta a consciência aqui e agora, desperta em todas as partes. Quem desperta a consciência aqui neste mundo físico, de fato e por direito próprio, fica desperto nos Mundos Superiores.

O primeiro passo que se necessita para despertar a consciência é saber que se está dormindo.
Compreender que se está dormido é algo muito difícil, porque normalmente todas as pessoas estão absolutamente convencidas de que estão despertas.
Quando um homem compreende que está dormindo, inicia então o processo do auto-despertar.

Estou dizendo algo que ninguém aceita. Se a qualquer homem intelectual se lhe dissesse que está dormido, pode estar seguro de que poderia ofender-se.
As pessoas estão plenamente convencidas de que estão despertas.
As pessoas  trabalham dormindo, sonhando... manejam carros dormindo, sonhando... casam-se dormindo, vivem dormindo, sonhando... e não obstante, estão totalmente convencidas de que estão despertas.

Quem quiser despertar a consciência aqui e agora, deve começar por compreender os três fatores subconscientes chamados: identificação, fascinação e sonho.
Todo tipo de identificação produz fascinação e sonho.

Nós vamos andando por uma rua, de repente se encontra com as turbas que vão protestar por algo diante do palácio do Presidente.
Se não estivermos em estado de alerta (auto-observação) nos identificamos com o desfile, mesclamo-nos com as multidões, nos fascinamos e a seguir vem o sonho: gritamos, lançamos pedras, fazemos coisas que em outras circunstâncias não faríamos, nem por um milhão de dólares.

Esquecer-se de si mesmo é um erro que pode levar a incalculáveis consequências. Identificar-se com algo é o cúmulo da estupidez porque o resultado vem a ser a fascinação e o sonho.
É impossível que alguém possa despertar a consciência se se deixa fascinar, se cai no sonho."
 
Samael Aun Weor

A nossa constituição psicológica de um modo geral é:

  • 3% de Essência livre, porém adormecida.
  • 97% de Essência adormecida aprisionada nos defeitos psicológicos.
Isto significa que não temos absolutamente nada de consciência desperta, que vivemos adormecidos todo o tempo.
Mas podemos indagar:
Como posso estar adormecido se agora estou lendo este blog, se posso operar o computador, fazer os afazeres domésticos, etc.?

Primeiramente precisamos entender as grandes diferenças entre consciência desperta e adormecida.
A primeira grande diferença é que uma pessoa desperta é autoconsciente, isto é, percebe todos seus processos internos. Isso significa que ela permanece em auto-observação continuamente, que não se identifica com as coisas e fatos externos.

Obs: “Identificar-se” neste contexto significa não estar em auto-observação. Quando uma pessoa não está em auto-observação necessariamente ela está identificada com algo, seja externo (objeto, fato, etc.) ou interno (pensamentos ou emoções).

Quando uma pessoa desperta consciência, ela desperta aqui no mundo físico e também nas outras dimensões da natureza, como por exemplo no mundo astral.
Por isso uma pessoa de consciência desperta não necessita praticar técnicas para se projetar em astral, ela naturalmente se projeta no momento que desejar, percebe como ocorre todo o processo do desdobramento astral e tem total controle sobre si mesma em qualquer dimensão que esteja.

Uma pessoa de consciência desperta consegue recordar sem esforço as suas existências anteriores, assim como conhecer também seu próprio destino, ter percepções e faculdades extraordinárias e ainda muito mais.

E uma pessoa de consciência adormecida, o que lhe ocorre?
Vamos fazer uma analogia em relação ao que vimos nos parágrafos acima.
Uma pessoa de consciência adormecida não é autoconsciente, isto significa que não consegue ou tem dificuldades em permanecer em auto-observação.
Uma pessoa que não despertou do sono da consciência está adormecida aqui e em todas as dimensões da natureza.
Temos o exemplo da projeção astral, que necessitamos utilizar certas técnicas para conseguirmos estar conscientes no mundo astral, onde na maior parte do tempo estamos adormecidos, simplesmente sonhando.
E se estamos adormecidos e sonhando no mundo astral é porque estamos adormecidos e sonhando aqui no mundo físico também, ou seja, não temos as percepções que uma pessoa desperta tem.

Por isso não é à toa que cometemos muitos erros, já que agimos, tomamos decisões, etc. com a consciência adormecida.
Quanto mais adormecida estiver a consciência, mais passíveis de cometer erros estamos.
Quanto mais adormecida estiver a humanidade em geral, mais veremos atos de violência, guerras, barbáries, etc.
Se os seres humanos tivessem pelo menos um pouco de consciência desperta as guerras seriam totalmente impossíveis.

Na verdade só a prática pode realmente nos mostrar e fazer entender essas diferenças.
Também é importante ter em conta que a natureza não dá saltos, e que o processo do despertar da consciência é lento e gradual como o crescer de uma árvore, e requer esforço contínuo para isso.

E como fazer para despertar a consciência?
Praticando o que aprendemos até agora, especialmente a auto-observação e a morte psicológica, e também o que iremos aprender a seguir: a meditação.

A Meditação

Quero falar da meditação de uma forma bem simples e objetiva, como praticá-la e quais os enormes benefícios que podemos ter praticando-a regularmente.

No tópico anterior vimos algo sobre o que é o despertar da consciência, e as grandes diferenças que existem entre ter a consciência desperta e adormecida.
Vimos também que os meios efetivos para o despertar da consciência são a prática da morte psicológica e da meditação.
Aqui está então o principal objetivo de praticarmos a meditação: despertar nossa consciência, o que por si só nos faz pessoas totalmente diferentes do que somos, com diferentes capacidades, objetivos e percepções.

A prática da meditação remonta a tempos antiquíssimos e está representada em todas as grandes religiões do mundo como o budismo, hinduísmo, cristianismo, sufismo, judaísmo, taoísmo, etc.
Também a moderna Psicologia tem estudado e atestado que são muitos os benefícios advindos da prática da meditação.

A prática da meditação

Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.
Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.
Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.
Após isso deve-se fazer o relaxamento de todo o corpo, e para isso usaremos os exercícios de recarga de Paramhansa Yogananda ou algumas asanas.

Feito isso, iremos utilizar o método descrito abaixo e passar a praticar a meditação propriamente dita.
Ao praticar a meditação entenda que seu único objetivo deve ser silenciar a mente, parar com sua agitação e com a sucessão de pensamentos que normalmente ocorre.
Quando se consegue alcançar o silêncio absoluto da mente, ou seja, a ausência total de pensamentos, é que experimentamos o Vazio Iluminador, o êxtase místico, a liberdade da alma.
Quanto mais se pratica a meditação mais a mente vai se aquietando, e mais perto estaremos de alcançar o Vazio Iluminador.

Não se preocupe em saber como deve ser o Vazio Iluminador ou qualquer coisa do tipo. Concentre-se apenas na técnica de meditação que você estiver fazendo.
Seu objetivo deve ser apenas silenciar a mente, nada mais. O demais virá por acréscimo.

A mente é como um animal selvagem que precisa ser domado para obedecer.
Inclusive isto é simbolizado na passagem bíblica na qual o grande mestre Jesus entra em Jerusalém montado sobre o asno, o burrico.
Se quisermos entrar na Jerusalém celestial, nas dimensões superiores da natureza, devemos montar, domar e controlar o asno, ou seja, a mente.