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quarta-feira, 27 de março de 2013

Uma possível cura para o câncer

A partir da natureza, o desenvolvimento de uma classe de moléculas para a luta contra o câncer.
 Vieri Fusi e Mirco Fanelli são pesquisadores que deram seus nomes à patente 
22 de março de 2013 |
 Artigo original de Anuska de Pambianchi 
Postado em Início Uniurb, Inovação, Slider

 Dois estudiosos da Universidade de Urbino individuaram no "maltol", uma substância natural contida no malte, na chicória, no coco, no café, e em muitos outros produtos naturais, a capacidade de utiliza-lo para o desenvolvimento de uma nova classe de moléculas com actividade antineoplásica forte .  
A descoberta representa um avanço significativo na busca de novas estratégias terapêuticas contra o câncer, de modo a obter a patente nacional na espera de obter também a internacional.
 Pela Lei de invenções e da Convenção sobre a Concessão de Patentes Europeias (CPE), todas as patentes que dizem respeito a um composto químico devem possuir novidade, originalidade e aplicabilidade industrial.
 Este trabalho é o resultado de uma sinergia multidisciplinar entre os dois grupos de pesquisa do Dr. Mirco Fanelli de extração puramente biomédica e outro do prof. Vieri Fusi, tipicamente químico, ligados pelo desejo de explorar e progredir na pesquisa científica e no aumento da bagagem cultural.
 Prof Vieri Fusi e dr. Mirco Fanelli
 A equipe de investigação liderada pelo Dr. Mirco Fanelli, com base em Fano ( Provincia de Pesaro-Urbino, costa Adriatica, Italia n.d.t.), no Centro de Biotecnologia, está empenhada em estudar o papel de alterações epigenéticas no desenvolvimento do câncer e, recentemente, desenvolveu uma técnica inovadora chamada PAT-chip que tem como objetivo estudar o epigenoma diretamente em amostras de derivados de pacientes e preservados em parafina (FFPE). 
O grupo do Prof Vieri Fusi, tem sempre se ocupado de reconhecimento molecular, do desenvolvimento de receptores sintéticos e metais receptores e aspectos termodinâmicos que guiam o reconhecimento entre duas espécies químicas. 
Deve-se ressaltar que, apesar do progresso nas áreas de diagnósticoser cada vez mais precoce (idade)  das abordagens cirúrgicas / terapêuticas o câncer é uma das principais causas de morte nos países industrializados.
 Muitos objetivos foram alcançados ao longo das últimas duas décadas na abordagem a esta doença, e a pesquisa científica nos deu a oportunidade de desenvolver uma série de protocolos de tratamento que fizeram tanto reduzir a mortalidade por câncer anteriormente considerados incuráveis, quanto de aumentar a expectativa de vida de muitos pacientes.
 No entanto, precisamente por causa da sua extraordinária complexidade, não foi ainda desenvolvida a arma necessária para tratar determinados tipos de canceres particularmente agressivos e os tumores que se desenvolvem como resultado de tratamentos terapêuticos (as chamadas recaídas).
 "Nos últimos anos - explicam Vieri Fusi e Mirco Fanelli - a pesquisa no campo oncológico está abordando  a questão através de uma estratégia dupla: por um lado, tentando entender as peculiaridades da base molecular da doença e para o fato de tentar desenvolver novas moléculas como drogas potenciais (a descoberta da droga).  
As duas abordagens não significam necessariamente que navegamos em duas faixas diferentes, e é justamente a descoberta dos mecanismos moleculares alterados em células neoplásicas que formam a base para o desenvolvimento de novas moléculas destinadas a corrigir as alterações ". 
"O problema, nos explicam Mirco Fanelli e Fusi Vieri, deve necessariamente, ser tratado seguindo um processo que conduz, a partir da observação macroscópica do problema, a análise do processo molecular tanto do ponto de vista antipatogenetico quanto na realização da droga e / ou na tomada de contra medidas terapêuticas ". 
Daí o nascimento de uma sinergia que aborda o problema nestes aspectos.
 O que é isso?


Fusi Vieri: 

O maltol "por si só" é uma molécula inofensiva, por vezes usada como um aditivo alimentar devido ao seu aroma e as suas propriedades antioxidantes, mas - se adequadamente modificada - pode dar origem a novas moléculas com interessantes propriedades biológicas. 
 Duas moléculas representativas desta classe de compostos têm sido ja´ sintetizadas e caracterizadas  nas suas capacidades de induzir alterações na cromatina e portanto, de levar as células de resposta em termos biológicos. 
Esta classe de compostos é caracterizada por interessantes propriedades químicas / físicas que os tornam capazes de alcançar tanto o interior da célula, quanto de desempenhar as suas funções no núcleo onde reside o nosso genoma (e, portanto, a cromatina).
 Mirco Fanelli: 
Imediatamente  monitorizamos como alguns modelos neoplásicos (em culturas de células in vitro) foram sensíveis ao tratamento com as duas moléculas (chamadas Malten e maltonis): as células, em resposta aos tratamentos, primeiro alteram a sua capacidade de se replicar e, subsequentemente induzem a um importante processo biológico que conduz a um suicídio real (chamado de morte celular programada). 
O que é ainda mais interessante é que a administração de duas novas moléculas altera grandemente a expressão do gene com a função de uma resposta, a fim de eliminar as modificações que ambos os micro maltonis e Malten são capazes de induzir no interior da célula. 
Bem como sobre a patente, os estudos realizados até agora têm sido muito bem sucedidos e foram publicados em revistas científicas excelentes (British Journal of Cancer, Journal of Organic Chemistry), fornecendo a base para futuros estudos em modelos de tumor in vivo. 
Vieri Fusi: 
Infelizmente, não podemos divulgar os detalhes destes ultimos, uma vez que ainda estão em processo de submissão para publicação e também envolvem outras instalações científicas.  
No entanto, pode-se antecipar que estes compostos parecem serem tolerados in vivo (o que não é evidente) e têm mostrado interessantes propriedades biológicas que causam uma redução significativa no tamanho do tumor. 
Como agem as novas moléculas?

 

Mirco Fanelli: 
Voltando aos aspectos moleculares, as novas moléculas parecem agir através de novos mecanismos relacionados às modificações estruturais da cromatina. 
 Este mecanismo de ação, nunca tinha sido observado em moléculas de acao antineoplásica, é a base para um potencial desenvolvimento de moléculas que podem explorar estratégias alternativas que têm por alvo células tumorais.  
Em suma, esperamos desenvolver novas armas com as quais atacar o câncer e melhorar os tratamentos atuais, especialmente em relação aos canceres hoje sem terapia ou decorrente de uma recaída. 
Grupos de pesquisa envolvidos da Universidade de Urbino Carlo Bo:
Prof Tempo Vieri - Laboratório de Química Supramolecular
Dr. Mirco Fanelli - Laboratório de Patologia Molecular "Paola"Detalhes de publicações:- Síntese, basicidade, caracterização estrutural e as propriedades bioquímicas de duas [(3-hidroxi-4-Pyron-2-il) metil] derivados de amina que apresentam características antineoplásicas.
 Amadores S, G Ambrosi, Fanelli M, Formica M, Fusi V, L Giorgi, Macedi E Micheloni M, P Paoli, Pontellini R, Rossi P.J. Org. Chem. 2012 Mar 2, 77 (5) :2207-18. doi: 10.1021/jo202270j. 
 Epub 2012 22 de fevereiro.- Malten, uma nova molécula sintética que mostra in vitro a actividade antiproliferativa contra as células tumorais e à indução de DNA complexo alterations.
Amatori estrutural S, I Bagaloni Macedi E, Formica M, L Giorgi, Fusi V, Fanelli M.Br J Cancer. 2010 Jul 13; 103 (2) :239-48. doi: 10.1038/sj.bjc.6605745. Epub 2010 Jun 22.- Certificado de Patente de Invenção Industrial - Ministério do Desenvolvimento Económico - de 2012/02/22 (n º 0001392249) - Inventores: Fanelli-Time

terça-feira, 19 de março de 2013

A Ressurreição e a importância das provas Divinas


Excertos do livro "A promessa da imortalidade" por Swami Kriyananda



[...] A ressurreição de Jesus é a lição final e o ensinamento maior da sua missão na terra. Com o tempo, as pessoas teriam aceitado o seu sofrimento e a sua morte como um resumo de sua vida, se não tivesse sido por aquele desfeixo alegre.

Atribuindo maior importância à Crucificação, a tradição  tratou a Ressurreição apenas como mais um milagre, não como uma lição e um exemplo a imitar. Como uma lição, a ressurreição mostra a alegre promessa escondida por trás de todas as provações da vida: a vitória que aguarda aqueles que aceitam as dificuldades sem desesperar-se e com fé.

[...] "Viver para Deus" disse uma vez Paramhansa Yogananda é  "martírio". Envolve o sacrifício não só do corpo físico, mas também do ego que o anima.

[...] A ênfase exagerada do sofrimento de Cristo tem distorcido a verdade divina: a religião, quando é vivida realmente transforma a dor em alegria. Os verdadeiros devotos, especialmente se meditam, experimentam a alegria - pelo menos em um nível subliminar - mesmo durante as provas mais difíceis.
Às vezes, eles devem se agarrar a essa alegria com grande determinação, como se ela fosse um salva-vidas em um mar tempestoso! No entanto, quando as ondas se calmarem, eles descobrem que a alegria era lá com eles, mesmo no auge da tempestade.

A vida humana é onerada por sofrimento constante: a vida religiosa não tem um monopólio. Todavia os sofrimentos de uma pessoa não mostram necessariamente a sua espiritualidade. O que importa é o espírito com o qual lidamos com as provas.

[...] O que Deus pede aos que o amam não é o sofrimento como tal, mas uma atitude vitoriosa, mesmo em aparente derrota. Se persistirmos nessa atitude, nós achamos que o sacrifício em si torna-se uma vitória. Se mantivermos a alegria no exterior na adversidade, o amor se aprofunda em nossos corações. O sofrimento deriva da identificaçao com o ego, e a alegria é o fruto de uma vida vivida para Deus

[...] Jesus trouxe à humanidade uma mensagem muito diferente, cujo foco não era a dor, mas a bem-aventurança eterna, que transcende todo o sofrimento humano.

[...] O sofrimento pode nos esmagar, se a nossa consciência estiver centrada no ego.

[...] Se Jesus não tivesse assumido voluntariamente a consciência do corpo, o seu sofrimento na cruz teria sido pura ficção e sua humanidade uma simulação. Em vez disso, ele era tão humano quanto nós. A diferença entre ele e nós é que, mesmo sofrendo, a sua consciência brilhou, começando com ele, para incluir outros na sua compaixão. Em contrapartida, quase todos os seres humanos, especialmente em tempos de sofrimento, busca a simpatia dos outros para si.

[...] Jesus era um canal da consciência divina, não tentava atrair a atenção das pessoas para si mesmo como um homem mas apenas para Deus. Como uma janela transparente, ajudava as pessoas a apreciar o panorama fora da pequena sala da sua consciência egóica. Ao mesmo tempo, tal como uma janela, ele moldava aquela imensidade com uma personalidade humana, para tornà-la compreensível ao intelecto humano. Mesmo o seu sofrimento na cruz foi apenas um quadro através do qual a humanidade pudesse ter um vislumbre da compaixão de Deus

[...] Para voltar ao tema da ressurreição, não só houveram outros grandes mestres além de Jesus, incluindo muitos que viveram antes dele, mas houveram também outros mestres que tiveram seus corpos ressuscitados após a morte. O caso de Jesus foi certamente notável, mas não único. Um conto maravilhoso de ressurreição física é contada em detalhes na Autobiografia de um Iogue por Paramahansa Yogananda, no capítulo intitulado "A ressurreição de Sri Yukteswar." Sabe-se também que os santos cristãos apareceram aos seus discípulos, depois de sua morte, no corpo físico.

[...] Um verdadeiro devoto oferece o seu testemunho a Deus com coragem, até mesmo com amor. Vê cada um deles como uma oportunidade de ganho espiritual e cada prova superada traz maior liberdade interior, alegria e sabedoria. Finalmente  ele aprende a ver por trás de cada dificuldade o amor de Deus. Naquele ponto as suas provas não parecem mais castigo nem cármico nem divino.

A ressurreição, no sentido mais elevado do termo, acontece a nível da alma. Embora o sofrimento é uma "cruz" que todos os seres humanos devem levar, eles são facilmente aceitos por aqueles que aspiram a alcançar a liberdade em Deus. A alegre submissão de fato, é a maneira de pagar seus débitos cármicos sem criar novos. O ressentimento, ao contrario acrescenta novo Karma ao velho.

A lei cósmica é implacável. Sua finalidade é ensinar-nos a reconhecer a unidade subjacente de toda a vida.

[...] A s provas divinas podem parecer um presságio de tudo o que nós temos sempre temido. No final, no entanto, nos trazem exatamente o oposto! Pode parecer que Deus queira testar nossa resistência, mas na realidade o que está sendo testado é o nosso amor.

[...] O verdadeiro devoto é igualmente feliz em si mesmo nos momentos obscuros da vida, como naqueles radiantes. Sua fé, embora às vezes vacile na tempestade, permanece firmemente enraizada. Ele abraça cada prova enviada a ele como um dom do Pai Celestial ou a Mãe Divina, e as considera valiosas para a alma - mesmo não sendo para o ego! - Até mesmo os problemas mais difíceis, ele considera como presentes que vêm em um pacote puro. As tempestades da vida, de fato, mesmo que aparentemente pareçam catástrofes, nos traz na verdade, a chuva que nos alimenta e transforma a nossa consciência em um prado fértil, coberto por flores silvestres do conforto divino.

Deus é o nosso Amado Infinito. É o nosso único amigo verdadeiro. Ele quer que a nossa felicidade eterna. As provas que nos dá hão apenas uma finalidade: ajudar-nos a desenvolver a sabedoria. Quanto mais cedo aceitarmos com compreensão, mais cedo entenderemos que seu apoio sempre esteve presente, não pelos nossos erros, mas apesar dos nossos erros. Na verdade, nós somos Seus. Ainda que fossemos obrigados a caminhar sobre o fogo, ficaríamos ilesos; queimando as impurezas que por eras nos causaram dor, as chamas seriam um bálsamo para a nossa alma.

[...] A ressurreição de Cristo foi um ato exterior, mas também o símbolo de uma grande verdade interior: a pessoa cujo amor se mantém firme através de cada prova ressuscita no final, na bem-aventurança eterna.

[...] Referindo-se à necessidade interna da ressurreição, Yogananda freqüentemente citava sempre  este premente apelo da Bhagavad Gita: "O’ Devoto fuja do Meu oceano de sofrimento e de miséria"

Para compensar este aviso Krishna faz uma promessa e uma consolação eterna: "Arjuna, tenha certeza disso: “Meu devoto nunca se perde"

A Ressurreição

Por que celebrar a ressurreição de Jesus?

Por Paramhansa Yogananda (Cultura Interior, Abril 1937)

 
Por que devemos celebrar o aniversário da ressurreição do Mestre Jesus Cristo, que aconteceu há dois mil anos, a menos que seja de grande benefício para nós?
 
O próprio Deus veio como um ser vivo nos corpos de todos os Seus filhos humanos. Alguns deles ainda estão dormindo, enquanto outros estão acordados. Naqueles despertos
, a presença de Deus é reconhecível. Grandes almas, profetas, tendo conhecido a Deus,  chegaram a esta terra e a deixaram novamente, sempre com os lábios fechados e mantiveram sempre em seus corações o conhecimento secreto obtido.
 
A ninguém é permitido agora, nem nunca foi, não importa quão grande santo, voltar depois da morte e falar para as massas (ou falar com ninguém, exceto talvez com alguns devotos) sobre vida após a morte ou da vida eterna. Nenhum dos milhares de milhões que morreram desde que o mundo começou,  voltou à vida no mesmo corpo, e de pés disse publicamente: "Olha, aqui estou eu, de volta dos mortos, eu conheço os mistérios do reino de vida após a morte"Ninguém fez abertamente retorno da beira da morte e explicitamente declarou sua presença na terra depois de ter passado pela  morte.
 
Deus não quer influenciar ninguém com os milagres realizados pelos santos. Deus quer manter-se como uma dica escondida atrás de toda a beleza cósmica. Ele quer que cada filho humano use seu livre arbítrio e desejo inato de encontrar o Pai cósmico.
 
O fato de que os grandes profetas, após a morte, não se apresentaram diante de todos, como fizeram durante a sua vida terrena, não significa que eles não apareçam absolutamente a ninguém. Na verdade, através da televisão espiritual os nossos corações sintonizados  com  ecstasy pode ver qualquer santo de Deus chamado "livre para sempre."
 
No caso de Jesus Cristo, temos o testemunho
inquestionável de seus discípulos  ​​honrados e intuitivos, e de Maria Madalena, que Ele ressuscitou dos mortos em carne e osso. Centenas de anos após a morte de Jesus, S. Francisco o viu em carne e osso quase todas as noites em Assis. Precisamos acreditar  no seu testemunho. Certamente um santo tão grande e iluminado como S. Francisco não pode mentir. Se tal experiência foi possível para S. Francisco, então, por que não deveria ser para todos, através de uma devocional busca persistente de ver Jesus Cristo?
 
Quando uma alma deixa de vagar com os véus da matéria, como o filho pródigo, e retorna ao Reino Infinito do Pai, através da prática de êxtase espiritual, ela fica livre da tentação da forma mortal e obtém o poder de Deus às suas ordens.
 
Deus tornou-se  toda a criação e seu devoto, que é um com Ele,  pode se tornar
como Ele. Como Deus materializou-se como homem, todos os filhos de Deus podem tomar a forma física em qualquer tempo, em resposta ao apelo devocional do devoto.
 
O aniversário da ressurreição é celebrada durante a Páscoa mecanicamente por muitas pessoas, simplesmente como um evento histórico na vida de Cristo. Já isso é uma coisa boa, mas se uma pessoa é realmente sincera e orar incessantemente com intensidade, se recebe orientação, inspiração e conselhos de santos conhecidos por Deus, ela também é capaz de ver Jesus Cristo ressuscitado.
 
Como o gás invisível representado pela fórmula H2o pode ser condensado em água líquida pelo frio, e, posteriormente, ser transformado em um iceberg, assim também Deus, ou Espírito, pode ser congelado na forma de Jesus Cristo, ou de qualquer outra alma liberta ou iluminada, através do poder condensante da devoção forte e incessante.
 
Celebrar a Ressurreição simplesmente como uma questão de forma e costume, como uma cerimônia religiosa, é de pouco valor. No entanto, comemorar a Páscoa com o supremo desejo e determinação a fazer um esforço constante no desenvolvimento espiritual e na meditação, até que a ressurreição de Cristo seja testemunhada em carne, é realmente importante.
 
Não pense que seja impossível para você ter esta experiência. Lembre-se sempre que você foi feito à imagem de Deus, e se "Buscai primeiro o reino de Deus, todas essas coisas (incluindo o conhecimento direto da Ressurreição de Cristo) serão acrescentadas."
  

segunda-feira, 18 de março de 2013

A Homofobia e a Religião

Muitos me perguntam qual é a minha opinião sobre o assunto, ficam confusos por haver uma sensação interior que não combina com a doutrina evangélica sobre a homossexualidade. O que pensam e sentem realmente não é coerente com o que nos ensinam nas igrejas e de consequência sentem que algo não está certo, que a verdade foi falsada.
E' verdade, a verdade é bem mais simples do que parece mas para descobri-la precisamos ser completamente sinceros e olhar para dentro de nós mesmos. A verdade está sempre dentro de nós. O erro que cometemos é o de ouvir as verdades alheias e tomá-las por ouro liquido.
Precisamos analisar os vários mandamentos das diversas Escrituras para entendermos o assunto e chegar à uma conclusão lógica.
A lógica é a base do universo. Tudo tem uma lógica infalível. Cada movimento de cada átomo, de cada astro, de cada galaxia tem uma lógica que vem de Deus.
Deus é de uma lógica infalível.
Se analisarmos o princípio do universo segundo o qual Deus é Amor fica difícil acreditar que Ele tenha criado seres destinados à perdição total, completa e irreparável.
O primeiro engano parte do principio que uma pessoa "escolhe" ser homossexual, o que é absolutamente irreal.
Ninguém jamais escolheria ser um homossexual pelas obvias razões que isto implica.
Alguns anos atrás a imprensa noticiou os resultados de um estudo feito por dois americanos segundo o qual a orientação sexual de um indivíduo é definida no momento da sua concepção. Em seguida a noticia desapareceu e hoje tentei achar alguma referencia na internet smas infelizmente não tive sucesso.

Nos resta somente usar o bom senso.

Se somos todos filhos de Deus, como seria possível que uma parte tão grande da humanidade fosse criada com o destino pré determinado de perir no inferno?
A que teria servido então a vinda de Jesus (e dos outros vários Avatares) na terra se alguns seres humanos estavam já irremediavelmente condenados à perdição?
Como a homossexualidade não é uma escolha, assim como não o é a cor da pele, a nacionalidade, a altura do corpo e outras características de qualquer ser humano, uma pessoa por mais determinada que seja não o conseguiria jamais mudar seu orientamento sexual.
Poderia enganar-se a si mesmo e a sociedade mas no fundo restaria uma pessoa frustrada, triste sozinha, revoltada.
Se sentiria inadequada, aquém das expectativas dos outros, impura, contra a natureza.
Mas onde está a justiça e a lógica nisso tudo?
Todos somos iguais diante de Deus e  consequentemente todos temos os mesmos direitos de sermos felizes.
Andrew Stetson como simbolo universal de sensualidade
Quem pensa o contrario não conhece a caridade (ler 1 Corintios, 13). Como pode uma pessoa pretender que o seu próximo, a quem deveria amar como a si mesmo, renuncie ao amor, a um companheiro, a uma vida serena?
Os homofóbicos jamais se puseram no lugar dos homossexuais?
Eu tenho um amigo que se auto declara homofóbico com orgulho e se considera um cristão.
Nunca perguntei-lhe se ele sabe realmente o que isto significa.
Não consigo conversar com ele, o desprezo pela sua maldade e ignorância e penso que ele não seria capaz de entender o que realmente faz sentido visto que é altamente inseguro e pretensioso ao mesmo tempo não a caso é um malafaiano.
A homofobia é burrice e uma maldade. Esta vinheta da MTV é muito simpática e talvez fale melhor aos corações dos burros do que este blog, aliás creio que os homofóbicos nem mesmo vão ler este blog.
Eu acredito que a união de dois corpos significa um casamento para Deus, não tem importância se este compromisso é registrado em cartório.
Segundo a Lei do Karma quando duas pessoas se unem sexualmente, não importa o sexo, elas se unem também diante de Deus, unem seus karmas, ou destinos e se responsabilizam uma pela outra nos seus percursos espirituais, que tem como objetivo final o encontro com Deus.
O adultério de um dos dois envolve a terceira pessoa no processo kármico fazendo com que os três levem os karmas uns dos outros.
A traição consiste justamente em obrigar o/a parceiro/a a levar o karma do/a próprio/a amante.
Quando se separam, segundo algumas escrituras sagradas orientais, precisam esperar o período de um ano antes de se unirem sexualmente com outro/a parceiro/a. Isto obviamente vale pra todo mundo.

Há uma passagem na Primeira Epístola aos Coríntios que gera controvérsias entre os religiosos e teólogos:
Cquote1.svg Não errais: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem malakoi, nem arsenokoitai… herdarão os reino de Deus" Cquote2.svg
I Coríntios 6:9-10
Esta passagem em que São Paulo, para alertá-los de seus erros, lembra da lei judaica aos cristãos de Corinto, tem sido alvo de intensas discussões quanto a sua tradução. As palavras malakoi e arsenokoitai ao longo dos séculos têm sido traduzidas de forma bem distintas.
Quanto a palavra malakoi (que literalmente significa "mole", "macio") já houve versões bíblicas que a traduziram como "depravados", "pervertidos", "efeminados", "efebos", "meninos prostitutos" e algumas versões modernas chegaram até mesmo a falar em "homossexuais". Entretanto, até a Reforma no século XVI e no Catolicismo no século XX, pensava-se que tal palavra significasse "masturbadores ou mulherengos". Sabe-se, porém, que além de seu sentido literal de "mole" ou "macio", tal termo, quando usado para adjetivar pessoas, pode também ser entendido como "lasso", "irrefreável", "devasso" ou mesmo "efeminado". E é a partir dessa última tradução que se tem entendido por parte dos religiosos tradicionais que, portanto, existiria no texto uma condenação aos homossexuais.
Segundo essa concepção um homem lasso, promíscuo e efeminado só poderia se tratar de um homossexual.
Mathis Streitwieser no Imaginario coletivo de prazer completo
Não obstante, há uma séria contra-argumentação a esse entendimento. Uma grande, e hoje crescente, parte dos estudiosos tem questionado essa interpretação, mostrando que a palavra malakoi, mesmo quando traduzida como "efeminado" jamais pode ser entendida como uma referência a homossexuais. Para tal intento, mostram que tal tradução é ambígua uma vez que o termo "efeminado" filologicamente sempre significou, para além de "pusilânime", também "mulherengo", e é esse o sentido que a palavra original tinha nos tempos de Paulo - o que, de fato, é coerente com outras passagens bíblicas que condenam os promíscuos e devassos, como Apocalipse 21:8 e 22:15.
Tais críticos lembram também que a palavra "efeminado" só adquiriu conotação de "homossexual" na Modernidade, de modo que inserir essa tradução nos escritos de Paulo seria um gritante anacronismo e algo profundamente descabido.
No intuito de comprovar tal entendimento, acrescentam que até a era moderna, nunca, em nenhum texto, em nenhum época sequer a palavra malakoi significou "homossexual" ou conceito semelhante, e desafiam a quem possa mostrar o contrário.
Já em relação à palavra arsenokoitai a controvérsia é ainda maior. Uma vez que ela, em um intervalo de três séculos, somente aparece em dois escritos de Paulo e, posteriormente nos Oráculos Proféticos (Sibylline Oracles) e em mais nenhuma outra literatura na história - e em ambos os casos a palavra se encontra dentro de uma lista, de modo a seu significado não poder ser alcançado a partir de um contexto - fica impossível determinar seu significado literal.
Há, porém, um certo consenso que esta palavra se trate de um neologismo criado por Paulo, que teria juntado as palavras arsen, que significa "homem" e koiten, que significa "cama".
Vale notar que para alguns religiosos - como os tradutores da NVI e A Bíblia na Linguagem de Hoje - tal dado já seria suficiente para levá-los a crer que tal palavra se referiria, sim, à "homossexual", uma vez que o pecado que um homem pode fazer na cama seria, em seus pontos de vista, é quase certamente, um ato homossexual.
Tal entendimento - acusado de simplista e homofóbico pelos liberais - com efeito, pareceu não dar conta de desvendar a palavra em questão para a maioria dos exegetas e acadêmicos. Continue lendo.

Creio todavia que a Bíblia seja cheia de contradições nas suas traduções modernas.

Leia o texto a seguir e sorria!

David Gandy é um homem realmente belo para uma famosa grife
CARTA  PARA  A RÁDIO
Dra. Laura Schlesinger é uma famosa jornalista americana, um programa de rádio dispensa seus conselhos para as pessoas que os pedem por telefone.
Algum tempo atrás, Laura disse que a homossexualidade, de acordo com a Bíblia (Lev.18: 22) é uma abominação, e não pode ser tolerada em nenhuma circunstância.
A seguinte carta foi enviada à Dra. Laura SCHLESINGER no mesmo dia em que a transmissão foi ao ar.













"Cara Dra. Schlesinger, estou escrevendo para agradecer o seu trabalho educativo sobre as leis do Senhor.
Eu aprendi muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com as pessoas como possível. Agora, quando alguém tenta defender a homossexualidade, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.
No entanto, eu preciso de sua ajuda, sobre outras leis específicas e como aplicar.
Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como Êxodo 21:7 autoriza.
O que você acha que seria um bom preço de venda?
Quando acendo um fogo sobre o altar sacrificial e queimo um touro, eu sei da escritura que ele produz um aroma agradável ao Senhor (Lev.1.9).
O problema é com os meus vizinhos: a alegação dos blasfemos é de que o cheiro não é agradável.
Devo chicoteá-los?
Eu sei que posso ter contato com uma mulher enquanto ela não está menstruada (Lev.15:. 19-24).
O problema é como perguntar? Muitas mulheres poderiam se ofender.
Os versículo 44 de Levítico 25 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas.
Um amigo meu afirma que isso se aplica a mexicanos, mas não aos os franceses.
Você pode esclarecer?
Por que eu não posso possuir escravos franceses?
Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser condenado à morte.
Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?
Um amigo meu acha mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10), porém não tão grave quanto a homossexualidade.
 Nem todos concordam. Você pode esclarecer isso?
Também o versículo  20 de Levítico 21 afirma que eu não posso aproximar-me do altar de Deus se eu tiver com defeito na visão.
 Eu tenho que admitir que eu uso óculos de leitura ... A minha visão tem que ser 10/10 ou há algum jeitinho?
Muitos dos meus amigos homens usam ​raspar o cabelo, inclusive aqueles que estão perto das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido pela Bíblia (Levítico 19:27).
Como eles devem morrer?
 Novamente em Levítico (11:6-8) está escrito que tocar a pele de porco morto me faz impuro. Para jogar futebol eu tenho que usar luvas?

O meu tio tem uma fazenda e foi contra Lev. 19:19, plantou duas culturas diferentes no mesmo campo, sua esposa também violou o mesmo passo, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão / poliéster).
Não é só isso, meu tio blasfema sempre. É realmente necessário que eu junte todos os habitantes da cidade para apedrejá-lo, conforme prescrito nas escrituras?
Não poderíamos simplesmente colocá-lo no fogo enquanto dorme como aconselha simpaticamente Lev 20:14 para as pessoas que se deitam com parentes?
Eu sei que a senhora estudou esses temas em profundidade, então eu tenho certeza que pode responder a estas perguntas simples.
Nesta ocasião, agradeço novamente por ser diligente em nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.
 

Um de seus devotos admiradores"

sábado, 2 de março de 2013

Os sofismas de distração



Muitas vezes temos um comportamento equivocado e acreditamos (ou queremos acreditar) estarmos agindo de forma correta.
A esse tipo de auto-engano damos o nome de sofismas, e que devido a nossa inconsciência, acabam por nos prejudicar ou mesmo impedir nosso trabalho de despertar da consciência, assim como podem também fazer com que prejudiquemos outras pessoas ao nosso redor.

O texto abaixo, retirado do livro “A Revolução da Dialética”, nos explica muito bem o que são os sofismas de distração:

“Sofismas são os falsos raciocínios que induzem ao erro e que são gerados pelo Ego nos 49 níveis do subconsciente.
O subconsciente é o sepulcro do passado sobre o qual arde a fátua chama do pensamento e onde são gerados os sofismas de distração que levam o animal intelectual à fascinação e por fim ao sonho da consciência.

Aquilo que está guardado no sepulcro é podridão e ossos de mortos. Porém, a louça sepulcral é muito bonita e sobre ela arde fatalmente a chama do intelecto.
Se quisermos dissolver o eu, teremos que destapar o sepulcro do subconsciente e exumar todos os ossos e a podridão do passado.
Muito bonito é o sepulcro por fora, porém por dentro é imundo e abominável. Precisamos nos tornar coveiros.

Insultar a outrem, ferí-lo em seus sentimentos, humilhá-lo, é coisa fácil quando se trata - dizem - de corrigí-lo para o seu próprio bem. Assim pensam os iracundos, aqueles que julgando não odiar, odeiam sem saber que odeiam.

Muitas são as pessoas que lutam na vida para serem ricas.
Trabalham, economizam e se esmeram em tudo, porém a mola secreta de todas as suas ações é a inveja secreta, que elas desconhecem, que não sai à superfície e que permanece escondida no sepulcro do subconsciente.
É difícil achar na vida alguém que não inveje a bonita casa, o flamejante automóvel, a inteligência do líder, o belo traje, a boa posição social, a grande fortuna, etc.
Quase sempre os melhores esforços dos cidadãos têm como mola secreta a inveja.

Muitas são as pessoas que gozam de um bom apetite e condenam a gula, porém comem sempre muito além do normal.
Muitas são as pessoas que vigiam exageradamente o cônjuge, porém condenam os ciúmes.

Muitos são os estudantes de certas escolas pseudo-esotéricas e pseudo-ocultistas que condenam as coisas deste mundo e não trabalham em nada porque tudo é vaidade, porém são tão zelosos de suas virtudes que jamais aceitam que alguém os qualifique de preguiçosos.

Muitos são os que odeiam a lisonja e o elogio, mas não vêem inconveniente algum em humilhar com sua modéstia o pobre poeta que lhes dedicou um verso com o único propósito de conseguir uma moeda para comprar um pão.

Muitos são os juízes que sabem cumprir com seu dever, mas também são muitos os juízes que com a virtude do dever têm assassinado os outros.
Foram numerosas as cabeças que caíram na guilhotina da revolução francesa.
Os verdugos cumprem sempre com seu dever. Já são milhões as vítimas inocentes dos verdugos e nenhum deles se sente culpado; todos cumprem com seu dever.
As prisões estão cheias de inocentes, mas os juízes não se sentem culpados porque estão cumprindo com seu dever.

O pai ou a mãe de família, cheio de ira, açoitam e batem com paus em seus pequenos filhos e não sentem remorsos porque - dizem - estão cumprindo com seu dever; aceitariam tudo menos que se os qualificassem de cruéis.

Só com a mente quieta e silenciosa, submergidos em profunda meditação, conseguiremos extrair do sepulcro do subconsciente toda a podridão secreta que carrega. Não é nada agradável ver a negra sepultura com todos seus ossos e podridão do passado.
Não digamos meu eu tem inveja, ódio, ira, ciúmes, luxúria, etc. Melhor é não nos dividirmos. Melhor é dizer; eu tenho inveja, ódio, ciúmes, ira, luxúria, etc.

Quando estudamos os livros sagrados da Índia, nos entusiasmamos pensando no Supremo Brahatman e na união do Atman com o Brahatman.
Porém, realmente, enquanto existir um eu psicológico com seus sofismas de distração, não conseguiremos a sorte de nos unirmos com o Espírito Universal da Vida.
Morto o eu, o Espírito Universal da Vida estará em nós como a chama na lâmpada.”

Como visto acima, os sofismas de distração são gerados pelos nossos defeitos psicológicos, pelo ego, com a finalidade de manter nossa consciência adormecida, e assim continuar vivo e forte, alimentando-se de nossos erros.
Realmente o ego sabe que quando uma pessoa começa a se autoconhecer, a tomar consciência de que é uma marionete na mão dos defeitos psicológicos, ele é ferido mortalmente, pois é o principio do fim de seu reinado.

Por isso você pode ter a mais absoluta certeza de que o ego fará todo o esforço possível para tentar iludir esta pessoa, usará tudo o que estiver a seu alcance para desviá-la do caminho do despertar da consciência e assim mantê-la fascinada e ocupada com as coisas passageiras da existência cotidiana.

sexta-feira, 1 de março de 2013

A Meditação


O despertar da consciência

Toda a humanidade vive em um sono profundo.

“Todo ser humano pode chegar
 à experiência da realidade. 
Todo ser humano tem direito 
às grandes vivências do espírito, 
a conhecer os reinos e nações das regiões moleculares e eletrônicas.
Todo aspirante tem direito a estudar aos pés do Mestre, a entrar pelas portas esplêndidas dos Templos de Mistérios Maiores, a conversar com os brilhantes filhos da aurora do Maha-Manvantara da criação face a face.
Contudo, tem-se que começar por despertar a consciência.

É impossível estar despertos nos Mundos Superiores se aqui neste mundo celular, físico, material, o aspirante está dormido. Quem quiser despertar a consciência nos mundos internos, deve despertar aqui e agora, neste mundo denso.
Se o aspirante não despertou a consciência aqui neste mundo físico, muito menos a despertará nos mundos superiores.
Quem desperta a consciência aqui e agora, desperta em todas as partes. Quem desperta a consciência aqui neste mundo físico, de fato e por direito próprio, fica desperto nos Mundos Superiores.

O primeiro passo que se necessita para despertar a consciência é saber que se está dormindo.
Compreender que se está dormido é algo muito difícil, porque normalmente todas as pessoas estão absolutamente convencidas de que estão despertas.
Quando um homem compreende que está dormindo, inicia então o processo do auto-despertar.

Estou dizendo algo que ninguém aceita. Se a qualquer homem intelectual se lhe dissesse que está dormido, pode estar seguro de que poderia ofender-se.
As pessoas estão plenamente convencidas de que estão despertas.
As pessoas  trabalham dormindo, sonhando... manejam carros dormindo, sonhando... casam-se dormindo, vivem dormindo, sonhando... e não obstante, estão totalmente convencidas de que estão despertas.

Quem quiser despertar a consciência aqui e agora, deve começar por compreender os três fatores subconscientes chamados: identificação, fascinação e sonho.
Todo tipo de identificação produz fascinação e sonho.

Nós vamos andando por uma rua, de repente se encontra com as turbas que vão protestar por algo diante do palácio do Presidente.
Se não estivermos em estado de alerta (auto-observação) nos identificamos com o desfile, mesclamo-nos com as multidões, nos fascinamos e a seguir vem o sonho: gritamos, lançamos pedras, fazemos coisas que em outras circunstâncias não faríamos, nem por um milhão de dólares.

Esquecer-se de si mesmo é um erro que pode levar a incalculáveis consequências. Identificar-se com algo é o cúmulo da estupidez porque o resultado vem a ser a fascinação e o sonho.
É impossível que alguém possa despertar a consciência se se deixa fascinar, se cai no sonho."
 
Samael Aun Weor

A nossa constituição psicológica de um modo geral é:

  • 3% de Essência livre, porém adormecida.
  • 97% de Essência adormecida aprisionada nos defeitos psicológicos.
Isto significa que não temos absolutamente nada de consciência desperta, que vivemos adormecidos todo o tempo.
Mas podemos indagar:
Como posso estar adormecido se agora estou lendo este blog, se posso operar o computador, fazer os afazeres domésticos, etc.?

Primeiramente precisamos entender as grandes diferenças entre consciência desperta e adormecida.
A primeira grande diferença é que uma pessoa desperta é autoconsciente, isto é, percebe todos seus processos internos. Isso significa que ela permanece em auto-observação continuamente, que não se identifica com as coisas e fatos externos.

Obs: “Identificar-se” neste contexto significa não estar em auto-observação. Quando uma pessoa não está em auto-observação necessariamente ela está identificada com algo, seja externo (objeto, fato, etc.) ou interno (pensamentos ou emoções).

Quando uma pessoa desperta consciência, ela desperta aqui no mundo físico e também nas outras dimensões da natureza, como por exemplo no mundo astral.
Por isso uma pessoa de consciência desperta não necessita praticar técnicas para se projetar em astral, ela naturalmente se projeta no momento que desejar, percebe como ocorre todo o processo do desdobramento astral e tem total controle sobre si mesma em qualquer dimensão que esteja.

Uma pessoa de consciência desperta consegue recordar sem esforço as suas existências anteriores, assim como conhecer também seu próprio destino, ter percepções e faculdades extraordinárias e ainda muito mais.

E uma pessoa de consciência adormecida, o que lhe ocorre?
Vamos fazer uma analogia em relação ao que vimos nos parágrafos acima.
Uma pessoa de consciência adormecida não é autoconsciente, isto significa que não consegue ou tem dificuldades em permanecer em auto-observação.
Uma pessoa que não despertou do sono da consciência está adormecida aqui e em todas as dimensões da natureza.
Temos o exemplo da projeção astral, que necessitamos utilizar certas técnicas para conseguirmos estar conscientes no mundo astral, onde na maior parte do tempo estamos adormecidos, simplesmente sonhando.
E se estamos adormecidos e sonhando no mundo astral é porque estamos adormecidos e sonhando aqui no mundo físico também, ou seja, não temos as percepções que uma pessoa desperta tem.

Por isso não é à toa que cometemos muitos erros, já que agimos, tomamos decisões, etc. com a consciência adormecida.
Quanto mais adormecida estiver a consciência, mais passíveis de cometer erros estamos.
Quanto mais adormecida estiver a humanidade em geral, mais veremos atos de violência, guerras, barbáries, etc.
Se os seres humanos tivessem pelo menos um pouco de consciência desperta as guerras seriam totalmente impossíveis.

Na verdade só a prática pode realmente nos mostrar e fazer entender essas diferenças.
Também é importante ter em conta que a natureza não dá saltos, e que o processo do despertar da consciência é lento e gradual como o crescer de uma árvore, e requer esforço contínuo para isso.

E como fazer para despertar a consciência?
Praticando o que aprendemos até agora, especialmente a auto-observação e a morte psicológica, e também o que iremos aprender a seguir: a meditação.

A Meditação

Quero falar da meditação de uma forma bem simples e objetiva, como praticá-la e quais os enormes benefícios que podemos ter praticando-a regularmente.

No tópico anterior vimos algo sobre o que é o despertar da consciência, e as grandes diferenças que existem entre ter a consciência desperta e adormecida.
Vimos também que os meios efetivos para o despertar da consciência são a prática da morte psicológica e da meditação.
Aqui está então o principal objetivo de praticarmos a meditação: despertar nossa consciência, o que por si só nos faz pessoas totalmente diferentes do que somos, com diferentes capacidades, objetivos e percepções.

A prática da meditação remonta a tempos antiquíssimos e está representada em todas as grandes religiões do mundo como o budismo, hinduísmo, cristianismo, sufismo, judaísmo, taoísmo, etc.
Também a moderna Psicologia tem estudado e atestado que são muitos os benefícios advindos da prática da meditação.

A prática da meditação

Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.
Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.
Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.
Após isso deve-se fazer o relaxamento de todo o corpo, e para isso usaremos os exercícios de recarga de Paramhansa Yogananda ou algumas asanas.

Feito isso, iremos utilizar o método descrito abaixo e passar a praticar a meditação propriamente dita.
Ao praticar a meditação entenda que seu único objetivo deve ser silenciar a mente, parar com sua agitação e com a sucessão de pensamentos que normalmente ocorre.
Quando se consegue alcançar o silêncio absoluto da mente, ou seja, a ausência total de pensamentos, é que experimentamos o Vazio Iluminador, o êxtase místico, a liberdade da alma.
Quanto mais se pratica a meditação mais a mente vai se aquietando, e mais perto estaremos de alcançar o Vazio Iluminador.

Não se preocupe em saber como deve ser o Vazio Iluminador ou qualquer coisa do tipo. Concentre-se apenas na técnica de meditação que você estiver fazendo.
Seu objetivo deve ser apenas silenciar a mente, nada mais. O demais virá por acréscimo.

A mente é como um animal selvagem que precisa ser domado para obedecer.
Inclusive isto é simbolizado na passagem bíblica na qual o grande mestre Jesus entra em Jerusalém montado sobre o asno, o burrico.
Se quisermos entrar na Jerusalém celestial, nas dimensões superiores da natureza, devemos montar, domar e controlar o asno, ou seja, a mente.