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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Formiga Feliz

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Todos os dias, muito cedo, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório. Lá, ela passava seus dias trabalhando e cantarolando uma canção de amor antiga.
Era produtiva e feliz, mas, infelizmente, não era supervisionada
A Vespa, gerente-geral, considerava impossível a situação e criou o cargo de supervisor, que foi assumido por uma Barata com muita experiência.
A primeira preocupação da Barata foi padronizar o tempo de entrada e saída e também preparou algumas reportagens maravilhosas. Logo, um secretário se fez necessário para ajudar a preparar os relatórios e, em seguida, foi assumida uma Aranha, que organizou os arquivos e passou a atender o telefone.
Enquanto isso, a produtora Formiga era feliz e continuava trabalhando.
A Vespa, gerente geral, estava encantada com o relatório da supervisora Barata, e por isso pediu para realizarem alguns painéis e até mesmo gráficos, indicadores de gestão e análise de tendência.
Foi, portanto, necessário assumir um  Besouro supervisor assistente e teve que comprar um novo computador com impressora colorida.
Logo a Formiga produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e começou a reclamar de todo o movimento de papeis que tinha de ser feito.
A Vespa, portanto, concluiu que era hora de adotar novas medidas: criaram a posição de gerente da área onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava.
O trabalho foi dado a uma Cigarra, que colocou um tapete novo em seu escritório e comprou uma cadeira especial.
A nova gerente de área claramente precisava de um novo computador, e quando você tem mais de um computador precisa tambem de uma intranet.
A nova gerente logo precisou de um assistente ( o Sangue-suga, um seu ex-assessor na empresa anterior) para ajudá-la a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.
A Formiga não cantarolava mais e a cada dia se tornava mais irritável.
"Mais cedo ou mais tarde, deveria encomendar um estudo sobre o ambiente de trabalho", disse a Cigarra.
Mas um dia a gerente geral, viu novamente o orçamento, e percebeu que a unidade onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz não rendia como antigamente.
E assim contactou a Coruja, consultora prestigiada, que fez um diagnóstico da situação. A Coruja passou três meses no cargo e emitiu um relatório bizarro de muitos volumes e vários milhões de reais, que terminou com a frase: "Tem gente demais trabalhando neste escritório".
 Assim, a gerente geral seguiu o conselho da advogada e despediu a Formiga (agora longe de ser feliz).
Moral da história: Que nunca te venha em mente de ser uma Formiga produtiva e feliz: É melhor ser inútil e incompetente, porque é sabido que o incompetente não precisa de supervisores.
Se apesar de tudo você é produtivo, nunca pareça feliz porque eles não te perdonariam: inventa ocasionalmente algum infortúnio, algo que gera compaixão.
Mas se você insistir em ser uma formiga produtiva e feliz, abra um próprio negocio, pelo menos não viverão nas suas costas marimbondos, besouros, aranhas, moscas, grilos, corujas e hesitações.